Nota do blog: Por ocasião deste 19 de junho, Dia da Heroicidade, publicamos tradução de uma carta escrita por um combatente do Exército Guerrilheiro Popular na Luminosa Trincheira de Combate de “El Frontón”.

Proletários de todos os países, uni-vos!
NADA NEM NINGUÉM PODERÁ NOS DERROTAR
LUMINOSA TRINCHEIRA DE COMBATE DE “EL FRONTÓN”
19 de junho de 1986
Com profundo carinho pelo amor à verdade e à liberdade, não tenho nada em minhas mãos que reste da LTC, salvo este cinzeiro, obra dos prisioneiros de guerra que hoje jazem, seus corpos covardemente assassinados. O mundo, a história e as massas julgarão esses abjetos criminosos de guerra; estarão no banco dos réus, diante de todos os homens da terra, e serão sentenciados como tal: criminosos de guerra, que agora devem estar tremendo. Nada nem ninguém poderá nos derrotar, o rio aumenta seu curso natural, o transbordo é uma lei.
Há uma lógica. Os reacionários geram distúrbios e fracassam até sua ruína final. O povo também tem sua lei: lutar, fracassar; voltar a lutar, podemos fracassar de novo. Voltaremos a lutar até alcançar a vitória final, que nos chama. O sangue derramado são estandartes que convocam todo o povo a conquistar o que tanto ansiamos: o poder. Estamos condenados a triunfar, e é uma bela condenação. Nascemos para vencer.
Isso já é uma grande realidade. Podem nos triturar, explodir-nos em mil pedaços, mas não poderão quebrar nossa moral comunista. Estamos dispostos a morrer. A moral da classe está em jogo. Devemos defendê-la, e o faremos com sangue, dor e lágrimas. Não pode ser de outra forma. É a única maneira de fazê-los explodir em mil pedaços, e não o faremos senão em meio a uma profunda tormenta.
Em seu desespero, os reacionários se tornam ainda mais desenfreados, mas jamais precisamos agir da mesma forma; basta expor ao mundo a natureza reacionária da classe que eles defendem. O homem já não existe simplesmente como tal, mas estritamente para transformar o mundo à imagem e semelhança da classe operária, de sua vanguarda organizada, o Partido Comunista.
Somente a guerra pode comover os homens até os recônditos mais profundos de sua alma, dos cantos aos prantos, e dos prantos aos cantos. Não há outro caminho. Escolhemos livre e voluntariamente essa dura, prolongada e cruenta senda da vitoriosa e invencível guerra popular, que o Partido e nosso povo levam adiante. Assim, é natural que os reacionários ajam dessa maneira. Já nos foi dito sabiamente: quanto mais baixezas cometem, mais profundamente os reacionários cavam sua própria cova; assim é, e assim será.
Como combatente desta heroica Luminosa Trincheira de Combate, que soube resistir tenazmente aos bombardeios das Forças Armadas reacionárias genocidas – desonra dos heróis nacionais –, digo: são valentes para matar, mas covardes para morrer. Sabem matar, mas não sabem morrer. Aprenderão. O povo jamais esquecerá o sangue derramado por seus melhores filhos.
Queridos povos de todo o mundo, teus filhos comunistas de guerra não te decepcionarão. Ainda mais neste momento, hasteamos bem alto as bandeiras vermelhas do Comunismo. Temos uma brilhante perspectiva. Que podemos fazer se nosso destino é triunfar? A palavra final é que estamos vencendo. Combatemos com pureza por nossa causa, pelo Comunismo. Outro dia falaremos de outros assuntos.
Reafirmo meu compromisso com nossa revolução, com a revolução mundial, com o sangue de nosso povo, de nossos bravos combatentes, com o sangue de nossos camaradas comunistas, que corre em torrentes, destruindo o velho e gerando o novo. Nunca mais verei seus rostos, seus sorrisos, mas eles vivem dentro do meu coração. Serei o portador de seus ideais, que são meus, que são do nosso povo. Seguirei seus exemplos de lutar pelo nosso povo, de servi-lo de todo o coração, sem nenhum interesse pessoal, com total abnegação.
Viva o Presidente Gonzalo, garantia de triunfo!
Viva o Partido Comunista do Peru!
Glória aos guerrilheiros caídos!
Um combatente,
19 de junho de 1986
NOTA: Carta de um combatente, membro do Exército Guerrilheiro Popular, escrita em 19 de junho de 1986, DIA DA HEROICIDADE, em meio à heroica resistência da rebelião contra o genocídio, quando as sinistras Forças Armadas reacionárias, comandadas pelo genocida Alan García, atacavam a Luminosa Trincheira de Combate de “El Frontón”. Ele a entregou antes de morrer. Publicamo-la tal como foi redigida, para que a história a registre.
PARTIDO COMUNISTA DO PERU
COMITÊ CENTRAL
Peru, junho de 1986

