Atualizado com correções em 1 de março de 2026
Proletários de todos os países, uni-vos!
Defender a Guerra Popular na Índia e o PCI(Maoista) é defender sua linha política geral e de combate ao revisionismo
“As posições revisionistas do renegado Sonu e seu bando e sua traição não são um fenômeno exclusivo da Índia; também são uma expressão de posições revisionistas existentes no MCI, donde há defensores tanto abertos como ocultos do renegado Sonu. Por esta razão, devemos assumir a lição dos acontecimentos e tomar o que sucedeu com o bando de traidores de Sonu como uma advertência importante para o MCI e um chamado para elevar a luta contra o revisionismo e todo oportunismo, e particularmente contra as tendências capitulacionistas e traidoras. Cerrar fileiras com o PCI (Maoista) é combater os seguidores de Sonu no MCI, varrendo assim todas as posições revisionistas e oportunistas que convergem com suas posições.”
A reação está destinada a cair, a Guerra Popular na Índia está destinada a triunfar!
Liga Comunista Internacional – LCI
“A caída em combate do Camarada Basavaraj é uma perda dolorosa para os comunistas e massas de todo mundo, ante seu exemplo curvamos nossas enlutadas e flamejantes bandeiras vermelhas e entoamos mais alto nossos hinos de combate. Ante sua memória, renovamos nosso compromisso com nossa Classe de varrer o imperialismo e toda reação da face da Terra com Guerra Popular até o comunismo.”
O camarada Basavaraj é imortal: sigamos seu exemplo, abramos com fogo a aurora de um novo tempo!
Partido Comunista do Brasil – P.C.B.
O Partido Comunista da Índia (Maoista), heroico combatente do proletariado indiano e internacional, é o glorioso destacamento de vanguarda continuador do Trovão da Primavera de Naxalbari, histórico levantamento armado camponês. Saudamos ardorosamente a intrépida direção do PCI(Maoista), seu Comitê Central, pela firme condução em meio aos difíceis e sangrentos combates e às cruciais lutas ideológico-políticas, respectivamente por derrotar a campanha de cerco e aniquilamento Operação Kagaar do velho Estado indiano e do fascismo brahmânico hindutiva de Modi e por aplastar por completo a linha oportunista de direita revisionista e capitulacionista da camarilha de Sonu (dentro e fora do partido) e persistir no caminho da revolução. Esta operação contrarrevolucionária contra o PCI(Maoista), o EGPL, os órgãos de governo revolucionário e as massas populares, isto é, contra a Guerra Popular, é uma operação convergente da reação indiana burocrática-semifeudal, do imperialismo, principalmente ianque e do revisionismo visando, em vão, destruir o Poder Vermelho na Índia e a sua heroica vanguarda proletária.
Nas últimas décadas, a Guerra Popular na Índia sofreu diversas campanhas de cerco e aniquilamento, de larga escala, contra as bases revolucionárias: “Salwa Jundu”, “Caçada Verde”, “Samandhan”, “Prahaar” e, atual “Kagaar”. Na gloriosa Revolução Chinesa, na primeira Guerra Revolucionária Agrária, o PCCh, o Exército Vermelho de Operários e Camponeses e o Governo Soviético Central das regiões liberadas na fronteiriça do Hunan-Kiangsi, encabeçado pelo Presidente Mao enfrentaram 5 grandes campanhas de cerco e aniquilamento do exército de Chang Kai-shek, derrotando as 4 primeiras. Devido à linha oportunista de “esquerda” temerária e aventuresca prevalecente na direção do partido de sucessivos e fracassados assaltos a grandes cidades, as forças revolucionárias haviam sofrido perdas irreparáveis. Debilitado o contingente revolucionário não pôde deter a quinta campanha do inimigo que havia acampado ao sopé das montanhas, construindo fortificações e estacionando grandes quantidade de tropas e meios de guerra e infringiram pesadas perdas à revolução que obrigou todo o contingente revolucionário a abandonar a base de apoio central. Furando o cerco numa grande retirada estratégica, que posteriormente se transformou na épica Longa Marcha já sob a direção do Presidente Mao, que derrotara a errônea linha militar antes prevalecente no Comitê Central, impondo sua estratégia e táticas com que havia estabelecido a grande base de apoio nas montanhas Chingkang, e sendo eleito a presidir o partido.
O Presidente Mao, combatendo intrepidamente os reacionários do Kuomitang e o oportunismo no seio do PCCh, extraindo as corretas lições da experiência anterior, logrou, na Conferência de Tsunyi, transformar a retirada, inicialmente desordenada, na heroica e vitoriosa Longa Marcha. Estamos certos, que o PCI(Maoista) seguindo o exemplo de intrepidez do Presidente Mao, também sairá vitorioso; que enfrentando à difícil frágua da luta de classes e do sagaz manejo da luta de duas linhas no seio do partido, saltará a frente, mais forte e depurado para maiores vitórias da guerra popular e para a revolução de nova democracia no rumo da conquista do Poder total na Índia, servindo à Revolução Proletária Mundial.
A Operação Kagaar tem imposto pesados danos à direção do PCI(Maoista) nos enfrentamentos contra as forças militares do velho Estado indiano. Para atingir estes objetivos, a reação indiana contou com a ação de uma quinta-coluna revisionista capitulacionista e liquidacionista de direita, que por detrás das linhas da revolução apoiou os ataques do exército reacionário fornecendo informações ao inimigo e difundido no seio do Partido e sua direção uma linha oportunista de direita, revisionista capitulacionista. A camarilha revisionista de Sonu e Satish, precedido pelo liquidacionista Balraj, atuaram como força da reação no seio do movimento revolucionário. Pelo menos desde o início de 2025, Sonu vinha fazendo um balanço capitulacionista e liquidacionista de direita, acusando o CC de assumir uma posição esquerdista, dogmática e militarista. Sonu passou, então, a propagar posições abertamente revisionistas que negavam o caminho da Guerra Popular Prolongada na Índia, a principalidade do trabalho no campo em relação a cidade e a principalidade da contradição entre massas e semifeudalidade no País. Enfim, negava a linha da revolução democrática e a linha militar do PCI(Maoista), a vigência da Revolução de Nova Democracia, a Guerra Popular Prolongada e o caminho do cerco da cidade pelo campo, o ensebado cacarejo de calejados revisionistas no MCI.
Como um típico revisionista, passou a defender essas posições traidoras e capituladoras, encobertas com um verniz de “boas intenções”, visando “corrigir os erros”, “superar as dificuldades” e “salvar o movimento revolucionário”. A proposição de capitulação diante do inimigo era apresentada por ele como uma “suspensão temporária da luta armada”. Engodo mentiroso e traidor. A essência desta posição traidora e revisionista ficou escancarada no dia 15 de outubro, quando um Sonu sorridente, apareceu diante das câmeras entregando um fuzil AK 47, do EGPL, ao Primeiro Ministro do Estado de Maharashtra, e recebendo deste um exemplar da Constituição do velho Estado indiano. No dia 17 de outubro, Satish, também se rendia em Chhattisgarh.
As gargalhadas sinistras de Sonu no momento de sua rendição pública são reveladoras de sua ação enquanto miserável quinta-coluna, por dentro das linhas do Poder Vermelho na Índia. No entanto, embora a quinta-coluna, apoiada por tropas da força principal da reação indiana, tenha conseguido impor importantes danos contra o PCI(Maoista), ela não conseguiu atingir seu objetivo. O sacrifício do camarada Basavaraj, junto a outros 27 camaradas, em maio deste ano, foi um duro golpe contra a linha revisionista, que buscava arrastar a maior parte do Partido para a capitulação. A intrépida decisão do camarada Basavaraj, Secretário-Geral do Partido, em dar a vida pelo Partido e pela Revolução constituiu um importante impulso à linha vermelha na luta por derrotar a Linha Oportunista de Direita revisionista e capitulacionista e expulsar do Partido Sonu e sua camarilha. A decisão do PCI(Maoista) por expulsar e punir Sonu, Satish e seu bando representa, portanto, uma importante depuração do Partido e condição indispensável para persistir no caminho da Guerra Popular e derrotar a Operação Kagaar. Saudamos firmemente esta decisão, o CC do PCI(Maoista) e o camarada que secundou Basavaraj na direção do Partido.
Em sua importante declaração de outubro de 2025, o PCI(Maoista) afirma que:
“As tendências conciliadoras que Sonu e Satish alimentaram durante décadas se transformaram gradualmente em conciliação, com a operação Kagaar este oportunismo conciliador se transformou em traição e em ação contrarrevolucionária. Não soubemos avaliar corretamente este processo a tempo. Como resultado deste fracasso, ambos utilizaram suas posições de direção para infligir um grave dano ao movimento revolucionário. Informamos ao campo revolucionário que revisaremos este fracasso e extrairemos as lições necessárias.”
Uma das particularidades da Operação Kagaar. em relação as outras operações de cerco e aniquilamento, contra a Guerra Popular na Índia, tem sido o peso do revisionismo atuando como quinta-coluna para golpear desde as linhas revolucionárias a direção do Partido. Como o PCI(Maoista) denuncia, os revisionistas traidores atuaram com total suporte da reação. Portanto, reiteramos o chamado do PCI(Maoista) e da LCI de tirar lições desta situação e aumentar o combate ao revisionismo como parte inseparável da defesa da Guerra Popular na Índia. Derrotar a operação Kagaar significa punir e derrotar as posições revisionistas que buscam confundir as bases do Partido, os combatentes do EGPL e as massas revolucionárias.
Impulsionar campanha permanente de defesa da Guerra Popular na Índia deslindando posição com falsos apoiadores
A derrota da Operação Kagaar será a derrota do cerco inimigo em suas duas frentes: a militar e a ideológica. O MCI deve, portanto, apoiar de todas as formas possíveis o PCI(Maoista) em sua luta contra o velho Estado indiano e de maneira inseparável combater as posições revisionistas de Sonu e congêneres. Defender a Guerra Popular na Índia é apoiar o CC do PCI(Maoista), sua poderosa ideologia o marxismo-leninismo-maoismo, e sua verdadeira e científica Linha Política Geral.
Como é típico do revisionismo, os traidores Sonu e Satish encobrem sua traição com afirmações pseudorrevolucionárias de que estão buscando “salvar o movimento revolucionário”, que estariam se rendendo como única forma de “defender a revolução na Índia”. Nisso consiste o perigo do revisionismo: encobrir com um verniz marxista e mesmo marxista-leninista-maoista a capitulação e a traição à classe frente ao inimigo.
No MCI existe nos meios digitais os virtuais “apoiadores da Guerra Popular na Índia”, mas que na realidade defendem posições contrárias e opostas à Linha Política Geral e Programa do PCI(Maoista) para a revolução indiana e para os países dominados pelo imperialismo. De boca e no papel afirmam apoiar a Guerra Popular da Índia, na prática virtual defendem de maneira encoberta posições muito semelhantes com as do bando de Sonu e Satish. Para apoiar o PCI(Maoista) neste difícil momento, pelo qual atravessa a revolução na Índia e por derrotar a Operação Kagaar, é indispensável deslindar e combater esse falso apoio, pois tal qual a quinta-coluna dentro das linhas revolucionárias, estas posições atuam no MCI para difundir linhas oportunistas contrárias e convergentes com posições de notórios revisionistas indianos de que a atual etapa da revolução nesse país é já socialista e não de nova democracia, que o país é capitalista emergente e da inexistência da semifeudalidade, visando o descrédito da linha ideológico-política e militar do Partido e assim desprestigiá-lo, enquanto soltam salvas de viva a guerra popular na Índia e o PCI(Maoista).
Estamos nos referindo às posições da direção da União Operária Comunista (MLM), da Colômbia, uma das participantes do Comitê Internacional de Apoio a Guerra Popular da Índia. Nos meios virtuais, esta organização diz apoiar a Guerra Popular na Índia, mas de maneira encoberta em seus materiais teóricos difunde posições ideológico-políticas opostas às formulações do PCI(Maoista). Ademais, a direção da UOC (MLM), literalmente copia formulações teóricas de revisionistas indianos para sustentar sua podre posição que nega o caráter universal da Revolução de Nova Democracia para os países oprimidos, isto é, coloniais, semicoloniais e semifeudais.
Logo após, o anúncio da fundação da LCI, em 26 de dezembro de 2022, a UOC(MLM) lançou documento, em sua revista teórica Negação da Negação, nº 6, em que acusava a LCI e, em especial, ao P.C.B. de ter posições “esquerdistas”, “dogmáticas” e “sectárias”. Essas acusações foram todas refutadas pelo P.C.B. no documento A Revolução de Nova Democracia é a força principal da Revolução Proletária Mundial. No entanto, a direção da UOC fugiu do debate, dentre outras razões, porque todo o capítulo de sua revista que nega o caráter semifeudal dos países dominados pelo imperialismo é literalmente um plágio de dois artigos de um web-revisionista indiano, chamado Abhinav Sinha, vinculado à revista The Anvil. Reiteramos, a UOC(MLM) literalmente copiou dezenas de páginas deste web-revisionista que se apresenta virtualmente como “maoista”, mas é um fervoroso inimigo do PCI(Maoista) e de todos os seus simpatizantes e apoiadores.
Todo o capítulo 5, da revista Negação da Negação, nº 6, órgão teórico da UOC(MLM), intitulado “A propósito da semifeudalidade-semicolonialidade”, que vai da página 89 à 102, é um plágio das formulações deste web-revisionista indiano. Os subtópicos “5.1 A teoria de Mao sobre a formação social semifeudal-semicolonial” e “5.2 A coincidência da teoria da semifeudalidade com os teóricos do neoliberalismo a propósito da renda capitalista do solo” ocupam exatamente 14 páginas; dos 71 parágrafos contidos neste capítulo, 65 são cópias literais, traduções do inglês para o espanhol, de dois artigos deste anti-naxalita, Abhinav Sinha intitulados: Problemas do Movimento Comunista Revolucionário na Índia; A questão do programa e da estratégia e Desenvolvimento da agricultura capitalista na Índia e a origem intelectual da tese falaciosa sobre a presença da semifeudalidade.1
A UOC(MLM) poderia alegar que ocorreu apenas um problema de editoração, que sua intenção seria publicar o texto do web-revisionista Sinha, mas que por um erro de editoração este documento acabou sendo incluído como um capítulo de sua revista contra a LCI. Mas isto seria outra falácia. Pois além da direção da UOC(MLM), mesclar dois textos distintos, ela teve o cuidado de retirar quase todas as referências que o texto faz à Índia. Então dizemos plágio, não somente porque não cita a fonte de onde transcreveu exatos e longos trechos dos textos de Abhinav Sinha, mas também pelo engodo de ocultar a verdadeira autoria desse revisionista. Dupla desonestidade intelectual. Contudo, o mais importante aqui é destacar as partes que a UOC(MLM) deixou de fora de seu trabalho de escriba revisionista. Afinal, as partes plagiadas já estão devidamente refutadas no documento do P.C.B. de dezembro de 2023.
É típico do revisionismo esconder a essência de sua posição, do mesmo modo a UOC(MLM) esconde em seu plágio os trechos em que Sinha ataca abertamente o PCI(Maoista). Como por exemplo, este trecho que está no texto plagiado, mas que por razões óbvias não foi copiado pelos escribas da UOC(MLM):
“O objetivo deste artigo é fazer uma intervenção neste contínuo debate indo para os fundamentos teóricos destes temas, confrontando-os com a presente situação política e com as condições socioeconômicas na Índia, contra os fundamentos teóricos do Marxismo-Leninismo-Maoismo sobre o que é uma formação social semifeudal e semicolonial. Estes problemas estão relacionados aqui principalmente com a determinação das relações de produção na agricultura na Índia, a natureza da burguesia da Índia e a extensão do desenvolvimento do capitalismo industrial e financeiro na Índia.” (Abhinav Sinha, 2019, negrito nosso)
A UOC(MLM) plagia e inclui em sua revista um artigo cujo objetivo do autor é expressamente atacar os fundamentos teóricos do marxismo-leninismo-maoismo, e que busca fazer esta fundamentação com uma análise revisionista sobre a realidade da Índia em oposição aberta ao Programa do PCI(Maoista). A conclusão de um dos textos do web-revisionista plagiado pela UOC(MLM) é esta:
“Deve ser declaradocom segurança que hoje a Índia não é um país semicolonial ou neocolonial. Ela é uma sociedade capitalista pós-colonial relativamente atrasada. A Índia está no estágio da Revolução Socialista (…). O problema com eles [maoistas indianos] é que eles nunca tomaram criativamente o estudo das relações de produção e da estrutura de classe da Índia desde uma perspectiva Marxista-Leninista-Maoista. Alguns deles nem sentem a necessidade disto! Há um tipo de dogmatismo programático prevalecente entre eles.” (Abhinav Sinha, 2019, itálicos no original, negritos nossos)
A UOC(MLM) diz defender o PCI(Maoista) mas ataca aquilo que é essencial na análise maoista da realidade histórica e presente da Índia, bem como, o Programa. A UOC (MLM) defende, na realidade, as mesmas posições de um revisionista que desde sua cátedra, julga compreender mais sobre as relações de produção no campo na Índia, do que o PCI(Maoista) em mais de meio século de Guerra Popular Prolongada. Eis a verdadeira fonte teórica da UOC(MLM) quanto a análise da sociedade, histórica e presente, dos países dominados pelo imperialismo e um de seus ardis em empreendê-la. Não por acaso, os ataques do web-revisionista indiano ao PCI(Maoista) são os mesmos dirigidos pela UOC(MLM) contra a LCI e o P.C.B.: dogmatismo, esquerdismo e sectarismo!!!
Análises revisionistas como esta sobre a formação econômico-social da Índia, que buscam negar sua base semifeudal e semicolonial e o caráter de sua Revolução como de Nova Democracia ininterrupta ao socialismo, não constitui nenhuma inovação por parte deste web-revisionista plagiado pela UOC(MLM). No importante documento Mudanças nas relações de produção na Índia – Nosso Programa Político, do PCI(Maoista), publicado em janeiro de 2021, a direção maoista analisa em detalhes posições como esta de Sinha e da UOC(MLM). O PCI(Maoista) faz a seguinte caracterização sobre as posições que negam a semifeudalidade na Índia:
“As classes dominantes compradoras impulsionaram a ‘Revolução Verde’ conforme os interesses imperialistas. Como resultado disso, baseado em relações capitalistas distorcidas que se desenvolveram em certas áreas como Punjab, essas classes impulsionaram a discussão sobre os Modos de Produção (MoP) no país. Esta é uma conspiração para apagar as bases de uma Revolução Agrária Armada e a linha da Guerra Popular Prolongada.”i
E:
“A segunda tendência é que a Índia não é um país completamente semifeudal mas que tem se transformado em uma sociedade capitalista. Isto é principalmente patrocinado pelos imperialistas e pelas classes dominantes. Representam esta tendência:agentes inimigos, forças antirrevolucionárias, forças oportunistas revisionistas que abandonaram o Partido e forças traidoras que deixaram o Partido e se renderam ao inimigo.”ii
Segundo informações do PCI(Maoísta), o Camarada Basavaraj teve um destacado papel na formulação deste importante documento. A conclusão citada acima não poderia ser mais profética: a tendência que nega o caráter semifeudal da Índia é composta por “agentes inimigos”, forças revisionistas e traidoras que se renderam ao inimigo. Em 2021, a direção do PCI(Maoista) antecipava justamente o conteúdo da linha revisionista capituladora de Sonu, que em sua carta “Abandono Temporário da Luta Armada”, afirma que: na sociedade indiana “a contradição principal não é mais entre feudalismo versus massas populares, mas entre burguesia burocrático-compradora versus massas”, e que “se o feudalismo não está mais no centro, a estratégia da guerrilha no campo está ultrapassada e a luta deve mudar-se para as cidades, para os cinturões industriais”.
Abhinav Sinha, plagiado pela UOC(MLM), assume a mesma posição revisionista capituladora de Sonu, e o faz não somente do ponto de vista teórico, mas também político e prático. Na verdade, Sinha tem contribuído com a linha revisionista de Sonu, defendendo e fazendo coro a suas posições traidoras. Neste momento, em que o PCI(Maoista) sofre um ataque convergente da reação, do imperialismo ianque e do revisionismo, Sinha como representante revisionista fez seu ataque às forças maoistas, buscando desmoralizar e desprestigiar a direção e os apoiadores do PCI(Maoista). Em um artigo publicado no final de outubro de 2025, na revista The Anvil, Sinha desfere um virulento e podre ataque contra o intelectual revolucionário K. Murali, também conhecido como camarada Ajith.
Sinha escreve um extenso e odioso artigo de ataque ao texto do camarada Ajith denominado Sobre o Capitalismo Burocrático. Sinha de início, como todo revisionista, inicia seus ataques às formulações e desenvolvimentos da teoria maoista do capitalismo burocrático do Presidente Gonzalo utilizadas por Ajith em seu artigo: “Murali toma de Gonzalo o conceito de ‘capitalismo burocrático’ e pretende que se trata de um desenvolvimento do conceito de ‘capitalismo burocrático’ de Mao”iii. Ao fim e ao cabo, o que Sinha formula é uma cópia da surrada teoria revisionista de que a independência na Índia, em 1947, teria representado uma revolução burguesa, que o capitalismo teria se desenvolvido, e não haveria mais nem capitalismo burocrático e semifeudalidade no campo, e que portanto a revolução indiana seria imediatamente socialista.
No curso do texto, Sinha faz uma série de ataques sórdidos contra o camarada Ajith. Com o típico ódio dos revisionistas contra os revolucionários, desfere todo tipo de adjetivos contra o camarada: “vagabundo maoista qualquer”, representante da “pequena tribo dos chamados ‘Maoistas’ da Índia”, etc. Ademais, defende em certo trecho as posições de Sonu, como um desenvolvimento positivo frente aos reveses ocorridos na operação Kagaar. Assim, avalia este web-revisionista a atual situação do PCI(Maoista):
“É precisamente esta teimosia dogmática programática de adesão à revolução de nova democracia na Índia, por um lado, e o completo abandono da revolucionária linha de massas, que tem levado eles ao declínio, como temos visto hoje em dia. É precisamente esta intransigência em ver a realidade como ela é e seu desenvolvimento, que tem provocado sua ruína. Ao menos agora, eles poderão repensar o seu programa, estratégia e tática geral. No entanto, nossas esperanças não possuem sólidos fundamentos, dada a história de seu incorrigível dogmatismo.”iv
O que este web-revisionista está fazendo é apenas repetindo as mesmas conclusões de Sonu e Satish: a causa das dificuldades da Guerra Popular na Índia não reside no fato da ameaça que ela representa ao velho Estado e ao imperialismo, ou devido aos desafios no enfrentamento da enorme campanha de cerco e aniquilamento em curso, mas sim devido ao dogmatismo, ao abandono da linha de massas e a resistência em não ver as mudanças na realidade. Assim como Sonu, Sinha defende que agora seria o momento de capitular, trair e liquidar o programa, a estratégia e a tática maoistas. Ou seja, Sinha nada mais é que um representante da quinta-coluna anti PCI(Maoista) nos meios acadêmicos e virtuais. Este é o autor estudado e copiado pela UOC(MLM). Como dizer que fazem uma defesa sincera da Guerra Popular na Índia? São ou não, representantes de uma quinta-coluna, que por detrás de falsas palavras de apoio, buscam socavar a ideologia do Partido que dizem apoiar?
O verdadeiro movimento de intelectuais democráticos e revolucionários na Índia está sofrendo gravíssima repressão por parte do velho Estado. Abhinav Sinha não só não possui nenhum respeito por um veterano revolucionário como o Camarada Ajith, como segue fazendo suas publicações “marxistas legais” sem nenhuma perseguição ou constrangimento por parte do velho Estado. Esta é a situação oposta de grupos de intelectuais simpatizantes do marxismo-leninismo-maoismo, como os valorosos intelectuais da Revista Nazariya, cuja editora principal, a companheira Vallika Varshri, decidiu, este ano, por ir para a clandestinidade como única forma de seguir sua tarefa de propagandista revolucionária. Na última edição da revista Nazariya, a companheira afirmou que:
“Internamente, o maior perigo para o movimento revolucionário e seus simpatizantes é o oportunismo-revisionismo-liquidacionista. Estas tendências estão caindo permanentemente no campo das classes dominantes, fazendo o trabalho dos reacionários ao encorajar a desilusão, a falta de esperança, o medo e o ceticismo entre as massas revolucionárias.”v
A revista Nazariya tem dado, assim, importantes contribuições na luta contra o revisionismo, no verdadeiro apoio a Guerra Popular e no combate à operação Kagaar. Como não poderia deixar de ser, Sinha e a revista da qual faz parte também atacaram no passado estes valorosos companheiros, como parte de uma polêmica acerca do gigantesco movimento de camponeses que tomou conta de todo o país. Enquanto Sinha e The Anvil defendiam que este poderoso movimento de massas possuía um caráter fascista, os companheiros e companheiras da Revista Nazariya defenderam o caráter democrático daquelas manifestações. Em seu combate ao revisionismo, a Revista Nazariya afirma:
“Abhinav Sinha na Revista Anvil, menciona que a Índia seguiu o caminho prussiano para o capitalismo. Ele menciona que políticas como a Revolução verde acentuaram esta mudança.”vi
E:
“Chamando a si mesmo de vanguarda (…) Anvil olha as massas com desprezo e condena os elementos ‘fundamentalistas’ no movimento camponês, revelando uma forte perspectiva Brahamânica, resultante de seu entendimento mecânico sobre a religião.”vii
Por fim:
“A bombástica estratégia e tática desta seção de ‘maoistas’ precisa ser questionada também, quando eles propõe imediatamente o socialismo num país semicolonial, e semifeudal. Eles fariam da Índia um país como Cuba que continua a depender do capital externo para sua sobrevivência. Esta seção de ‘maoistas’ na Índia, representam o revisionismo kruchovista”.viii
A denúncia do conteúdo revisionista, kruchovista, dos posicionamentos de Sinha feitos pela revista Nazariya é muito importante. Afinal, toda esta tentativa em negar a vigência da Revolução de Nova Democracia para todos os países oprimidos, a tentativa de esconder que nos países do terceiro mundo o que existe é um capitalismo burocrático atrasado, no qual se reproduzem subjacentes relações semifeudais, é uma forma de defender um suposto “caráter progressista do imperialismo”, que teria no curso do século XX impulsionado a conclusão de revoluções burguesas nos países oprimidos ou então “varrido as relações semifeudais” nesses países. O que é esta posição senão uma negação completa da teoria da Revolução de Nova Democracia estabelecida pelo Presidente Mao que demonstra como uma das leis da época da Revolução Proletária Mundial de que as revoluções democráticas, as revoluções de libertação nacional, a partir do século XX, só poderão triunfar plenamente se avançarem de maneira ininterrupta ao socialismo, se contarem com uma direção proletária. Portanto, não passa de uma falácia antimaoista afirmar que o imperialismo promoveu ou apoiou revoluções burguesas e revoluções agrárias. Essa são teses de revisionistas e traidores como Kruchov e Trotsky, apologistas do imperialismo. Eis a verdadeira fonte ideológica de pessoas como Sinha, Sonu e a direção da UOC(MLM).
Evidente que a direção da UOC(MLM) não poderia expor à luz do dia suas verdadeiras fontes teóricas, pois elas são revisionistas e traidoras da revolução indiana. A defesa sub-reptícia de teses de um revisionista indiano, quando se dizem defensores do PCI(M) é apenas o corolário do embuste ideológico que a UOC(MLM) sempre praticou. Uma organização que se diz comunista, que se diz maoista, num país da América Latina, a Colômbia, na qual persiste uma das mais prolongadas e sangrentas lutas armadas camponesas no mundo, defende que o caráter da revolução aí é imediatamente socialista e que a Revolução Agrária seria um erro. O plágio vergonhoso de um web-revisionista indiano apenas expõe a prática de sua direção que é contrabandear revisionismo como se fosse maoismo. Como afirmamos em nosso documento de 2023:
“A UOC(MLM), ao não aplicar o conteúdo revolucionário do maoismo para a análise atual e concreta das contradições concretas no mundo e em seu próprio país, termina por abrigar nos fundamentos de suas formulações velhas teses revisionistas há muito tempo derrotadas no MCI. Dessas concepções errôneas, as mais graves e arraigadas em suas formulações, são as avakianistas e trotskistas, bem como a fundamentação econômica da falsa teoria marxista da dependência, que busca justamente, fundamentar uma suposta validade da trotskista ‘Revolução Permanente’ na América Latina e nos países semicoloniais como um todo.” (A Revolução de Nova Democracia é a força principal da RPM, P.C.B.)
Por detrás, do combate ao dogmatismo e ao “esquerdismo” oculta-se, tanto nas formulações da UOC(MLM) quanto nas do web-revisionista plagiado, a podre posição trotskista da “revolução permanente”. O Dilúvio de Al-aqsa, no 7 de outubro de 2023, da Heroica Resistência Nacional Palestina, comprovou de maneira cabal a vigência da questão nacional para a Revolução Proletária Mundial. O papel dos comunistas é impor o maoismo como único mando e guia do poderoso movimento de libertação nacional nos países semicoloniais e coloniais, transformando suas revoluções democráticas de velho tipo em Revoluções de Nova Democracia, transformando suas heroicas guerras de resistência nacional em poderosa torrente de guerra popular prolongada de libertação nacional e social. O Partido Comunista da Índia (Maoista) é categórico ao sustentar e defender a universalidade da Revolução de Nova Democracia e do caminho da Guerra Popular Prolongada para todos os países semicoloniais:
“Nosso Partido acredita que somente através da realização das tarefas de Nova Democracia, em luta cruenta no caminho da Guerra Popular Prolongada contra o imperialismo, o capitalismo comprador burocrático e o feudalismo, na base e na superestrutura, é possível avançar com sucesso para alcançar a nova democracia e a genuína democracia popular nos sistemas semicolonial e semifeudal como Nepal e Índia.” [PCI(Maoista)]2
Afirmar-se maoista, em um país semicolonial, mas estar contra a Guerra Popular Prolongada, o caminho do cerco da cidade pelo campo e a Revolução de Nova Democracia, não passa de vil revisionismo, tal como são programa e linha geral dos partidos revisionistas dos países dominados pelo imperialismo. Esta foi a distinção que destacamos em nosso documento de dezembro de 2023:
“A atual luta de duas linhas no MCI, iniciada em 2022, em torno da realização da CIMU e da fundação da LCI, traçou de maneira patente a linha demarcatória entre maoismo e revisionismo (em suas velhas e atuais modalidades). Os maoistas sustentam de maneira clara e contundente que a contradição principal no mundo hoje é aquela que opõem nações e povos oprimidos contra o imperialismo. A heroica Resistência Nacional Palestina, o enorme apoio manifestado por amplas massas em todo o mundo, confirmam de modo cabal esta verdade defendida pelos maoistas. A única forma de resolver esta contradição é a Revolução de Nova Democracia, ininterrupta ao socialismo, através da Guerra Popular dirigida por genuínos Partidos Comunistas. Portanto, constitui clara linha demarcatória entre maoismo e revisionismo o reconhecimento da vigência da Revolução de Nova Democracia para todos os países coloniais e semicoloniais no mundo. Negar esta verdade é cair no mais vil revisionismo, é abandonar o caminho revolucionário nos países oprimidos.” (A Revolução de Nova Democracia é a força principal da RPM, P.C.B.)
A defesa da revolução imediatamente socialista nos países semicoloniais é uma posição direitista tal como a dos mais notórios e calejados partidos revisionistas destes países, que apenas busca esconder seu direitismo, com palavreado de esquerda. Na América Latina, os partidos e organizações que hoje defendem o programa socialista imediato da revolução associam este programa a uma insurreição futura através da “greve geral política” como anuncia o trotskismo, para a qual se “acumulam” forças com toda espécie de tática eleitoreira, sindicaleira e reformista. Socialistas de boca, reformistas na prática. Por que esses “socialistas” temem tanto a defesa da Revolução de Nova Democracia? Porque, a primeira fase da Revolução de Nova Democracia é a Revolução Agrária, e fazer o trabalho entre os camponeses é fazer no curtíssimo prazo a luta armada presente, e não a insurreição utópica futura. Escondem o seu temor em dirigir a luta armada camponesa pela propriedade da terra, com o ouropel da luta armada futura pela coletivização da terra. Embusteiros ideológicos, nada mais. Afinal, como nos ensinou o grande Presidente Gonzalo:
“(…) falar do problema camponês é falar do problema da terra, falar do problema da terra é falar do problema militar, e falar do problema militar é falar do problema do Poder, do Novo Estado ao qual chegamos com revolução democrática dirigida pelo proletariado através de seu Partido, o Partido Comunista.” (Presidente Gonzalo)3
O renegado Sonu, a UOC(MLM) e o web-revisionista fogem do problema camponês, porque fogem do problema militar. O glorioso exemplo do PCI(Maoista) é o da persistência no caminho por transformar a luta armada camponesa em Guerra Popular Prolongada e assim têm progredido os verdadeiros partidos comunistas no mundo, entre vitórias e derrotas parciais, mas persistentes. A história das revoluções comprovam que seu caminho é ziguezagueante, com voltas e reviravoltas mas as perspectivas são brilhantes, esta é uma lei e corresponde à posição de classe, da nossa classe proletária internacional. Não há derrotas definitivas para o proletariado, estamos condenados a vencer e a vitória virá mais rápida quanto mais rápido forem depuradas as fileiras revolucionárias da classe e seu partido das ideias e resquícios ideológicos da burguesia e pequena-burguesia, o revisionismo de todo tipo. As guerras revolucionárias tais como as demais do passado e do presente em alguns países do mundo, bem como as que são preparadas a iniciar em muitos outros, são todas revoluções verdadeiras e não bancas examinadoras das academias burguesas. Quer dizer que são lutas duríssimas e muito difíceis e como em qualquer tempo e em qualquer lugar do mundo, a revolução nunca teve caminho fácil. É como afirma o grande Lenin: nenhum povo na luta contra seus opressores pôde conquistar o Poder em uma só tentativa, ele vai se acercando deste em cada uma destas lutas até seu triunfo. É lei do povo que nos ensina o Presidente Mao: lutar e fracassar, voltar a lutar e fracassar novamente, lutar outra vez até triunfar. Trata-se da transformação da sociedade e da história humana, transformação do mundo, tarefa hercúlea, causa gloriosa de séculos e milênios, nela não tem lugar para frouxos e pessimistas que em sua sapiência aristocrática não conhecem e nem sentem que são as massas as únicas fazedoras da história. Os revisionistas e seus seguidores não manejam a ciência senão sua casca, pois não a têm por ideologia e tampouco a encarnam. É fato, e os fatos são teimosos: o Poder nasce do fuzil!
O PCm(Itália) defende a mesma posição da UOC(MLM). Posiciona-se contrariamente à universalidade da Revolução de Nova Democracia para os países dominados pelo imperialismo. Nega o caráter semifeudal dessas sociedades, considerando esta “uma apreciação dogmática”. O PCm(Itália) e a UOC(MLM) são os principais promotores da revista Two Line Struggle e do blog maoist road, desde estas tribunas difundem posições revisionistas mesclados com declarações e documento do PCI(Maoista). De maneira astuta se apresentam como grandes defensores da Guerra Popular da Índia, mas sub-repticiamente difundem de maneira encoberta, ou através de plágios, posições revisionistas inclusive de revisionistas indianos. Esta é uma prática oportunista, de traficar com processos revolucionários autênticos de outros países para difundir suas formulações direitistas.
A UOC(MLM) e o PCm(Itália) são useiros e vezeiros nesta conduta nefasta, assim fizeram com a Guerra Popular no Peru, depois no Nepal e hoje em dia repetem a mesma prática em relação a Revolução indiana. Dizem estar de acordo com as análises do PCI(Maoista) sobre o caráter semicolonial da Índia, tergiversando sua condição semifeudal e ocultam suas posições cripto-trotsko-avakianistas de defesa da revolução imediatamente socialista para países como Colômbia, Brasil, Índia, Turquia, e Filipinas e Nepal. Assim, afirmou o PCm(Itália), na revista Two lines struggle:
“Há uma apreciação dogmática sobre a característica ‘semifeudal’ de todos os países oprimidos, enquanto alguns camaradas de alguns desses países rejeitam esta apreciação dogmática, sobre a base de suas próprias experiências revolucionárias e análises (como por exemplo, na Colômbia os camaradas da UOC(mlm); em outros países como Tunísia, Irã e Nepal, alguns camaradas estão movendo-se nesta direção).” (PCm Itália, Two lines struglle, nº2, 2023)ix
Ou seja, consideram um avanço que partidos na Tunísia, Irã e Nepal estejam rejeitando a suposta “apreciação dogmática” do caráter semifeudal dos países dominados pelo imperialismo. Repetem, as mesmas conclusões do revisionista Avakian sobre o tema. Para não cair a máscara de falsos defensores da linha do PCI(Maoista) não negam o caráter semifeudal da Índia, mas concordam que o Nepal já não teria mais este caráter. E por isso, PCm(Itália) difundiu nota do PCN(Bahumat) que em uma suposta saudação ao PCI(Maoista) trafica também posições revisionistas de revolução imediatamente socialista nos países dominados pelo imperialismo:
“Nós temos trabalhado em nosso país para cumprir completamente a tarefa revolucionária de organizar o partido e a luta de classes para cumprir uma Revolução Socialista Científica no Nepal.” (CC, PCN (Bahumat), outubro de 2025)x
O revisionista traidor Sonu, como visto, ademais de negar o caráter semifeudal da sociedade indiana, nega também o caminho do cerco da cidade desde o campo, com sua podre linha oportunista de direita diz que: “a estratégia da guerrilha no campo está ultrapassada e a luta deve mudar-se para as cidades, para os cinturões industriais”. A posição direitista do PCm(Itália), bebendo na mesma fonte revisionista, difunde falsas visões sobre a Guerra Popular Prolongada nos países semicoloniais. Repetindo a mesma cantilena “demográfica” do imperialismo afirma que:
“Acreditamos que em muitos países oprimidos, devido a grande urbanização e proletarização (…), o campo tende a perder sua importância ‘principal’ em favor da cidade e em consequência não é seguro que a guerra popular em alguns países dominados pelo imperialismo tenha como forma principal a forma ‘clássica’ da ‘guerra agrária’.”xi
O que é isto senão a difusão das posições capitulacionistas que justificam a fuga do enfrentamento por parte dos camponeses do problema agrário e camponês nos países semicoloniais? A UOC(MLM) e o PCm(Itália) difundem, de maneira encoberta, a podre linha oportunista de direita de Sonu e seus seguidores. Nos meios virtuais difundem posições da mesma laia, de grupelhos de desertores, capituladores e liquidacionistas que, unidos ao latifúndio e a extrema-direita, se prestam a atacar e tentar difamar a Revolução Agrária. Ademais, politicamente, esses grupos assumem posições abertamente direitistas em seus respectivos países. A UOC(MLM) em um apoio tímido mas constante ao governo oportunista, assassino de guerrilheiros, de Gustavo Petro. E o PCm(Itália) com suas vergonhosas condolências fúnebres ao papa “anti-imperialista”, revela seu caráter clerical-direitista4. O falso apoio que prestam a Guerra Popular na Índia, desta maneira, nem é sincero, nem pode se tornar amplo. O impulso, portanto, da defesa internacional, militante e combativa da Guerra Popular na Índia passa pelo deslinde e combate a esses falsos apoiadores, difusores e plagiadores de revisionistas.
Expressamos, por fim, nossa tomada de posição pelo chamamento da LCI:
“Devemos redobrar nossos esforços para desenvolver a campanha internacional de apoio à Guerra Popular na Índia. Para triunfar não devemos permitir que o maligno plano do imperialismo, como parte de sua estratégia de GBI (Guerra de Baixa Intensidade), e os indianos reacionários, com a ajuda de renegados e traidores, semeiem confusão e pessimismo. (…) Devemos nos lançar a sua batalha em todas as frentes para rechaçar qualquer ataque contra nossos camaradas da Índia. Devemos atacar pelas costas os imperialistas e fazer tudo o que possamos para sabotar seus planos. Devemos unirmo-nos todos os que possam estar unidos para derrotar a ‘Operação Kagaar’ e a estratégia da GBI em geral, pela vitória da Revolução de Nova Democracia na Índia através de seu único caminho, a Guerra Popular.” (A reação está destinada a cair, a Guerra Popular na Índia está destinada a triunfar! – Liga Comunista Internacional)
Desde o Brasil, assumimos o que nos cabe nesta tarefa. Nossa história está marcada por cinco séculos de uma guerra camponesa continuada, que oscila entre derrotas e vitórias. O desafio do P.C.B. é elevar esta guerra camponesa a Guerra Popular Prolongada para a conquista total do Poder em nossa pátria. Assim, como o PCI(Maoista): o caminho da China, do Presidente Mao, é o nosso caminho. E neste sendeiro luminoso nosso povo e nação alcançarão sua libertação definitiva, a serviço da Revolução Proletária Mundial, para e até o varrimento completo do imperialismo da face da terra.
Viva o Partido Comunista da Índia (Maoista)!
Viva a invencível e gloriosa Guerra Popular na Índia!
Abaixo o velho e reacionário Estado indiano!
Derrotar a “Operação Kagaar” com Guerra Popular!
Morte ao revisionismo e a todo oportunismo!
Punir duramente a camarilha traidora Sonu-Satish, seu bando e seguidores!
Camarada Basavaraj: Presente, na Guerra Popular!
Viva o internacionalismo proletário!
Partido Comunista do Brasil – P.C.B.
1 Os artigos plagiados pela UOC(MLM) para fundamentar seus ataques à LCI e ao P.C.B. podem ser acessados pelos links:
https://redpolemique.wordpress.com/2019/06/01/problems-of-the-revolutionary-communist-movement-in-india-the-question-of-ogram-and-strategy e https://redpolemique.wordpress.com/2012/11/11/development-of-capitalist-agriculture-in-india-and-the-intellectual-origins-of-the-fallacy-of-present-semi-feudal-thesis.
2 PCI(Maoista), Apoiar a formação do Partido Comunista Revolucionário do Nepal, 2023, tradução e negritos nossos.
3 Presidente Gonzalo, Documentos Fundamentais, PCP, tradução e negritos nossos.
4 Sobre a posição clerical do PCm Itália, ler o artigo Hoz Martillo y Mitra Papal, do grupo Nuova Egemonia, de crítica à conferência de honras fúnebres ao “papa Francisco”.
i“The comprador ruling classes brought forth ‘Green Revolution’ in the interests of the imperialists. As a result of this, basing on the distorted capitalist relations that developed in certain areas like Punjab, these classes raised a discussion on the Mode of Production (MoP) in the country. This is a conspiracy to wipe out the basis for Armed Agrarian Revolution and the line of Protracted People’s War. The discussion on Mode of Production began in early 1970s among the academicians and spread to political activists.”
ii“The second trend is that India is not at all a semi-feudal country but it has transformed into a capitalist society. This is mainly sponsored by the imperialists and the ruling classes. Enemy agents, anti-revolutionary forces, opportunist revisionist forces pushed out of the Party and traitorous forces that left the Party and surrendered to the enemy represent this trend.”
iii“Murali comes to Gonzalo’s concept of ‘bureaucrat capitalism’ and pretends that it is only an extension of Mao’s concept of ‘bureaucrat capitalism’
iv“It is precisely this programmatic dogmatism of stubbornly clinging to the program of new democratic revolution in India, on the one hand, and the complete absence of revolutionary massline, which have led to their decline, as we see it today. It is precisely this intransigence to see the reality as it is and as it develops, which has proven to be their undoing. At least now, they should rethink their program, strategy and general tactics. However, our hopes are not on very strong foundations, given their history of incorrigible dogmatism.”
v“Internally, the biggest threat to the revolutionary movement and its well-wishers is opportunism-revisionism-liquidationism. These tremds are falling firmly in the ruling class camp, in doing the work of the reactionaries by encouraging disillusion, hopelessness, fear and skeptism amongst the revolutionary people.
vi“Abhinav Sinha in the Anvil Magazine, mentions that India followed the Prussian path to capitalism. He mentions that policies like the Green Revolution accentuate this change.”
viiCalling oneself a vanguard(…) Anvil looked at the masses with scorn and condemned the ‘fundamentalist’ elements in the peasant movement and displayed a highly Brahamanical outlook, resulting from a mechanical understanding of religion.”
viii“The larger strategy and tactics of this section of ‘Maoists’ need to be questioned too, since they propose direct socialism in a semicolonial semi-feudal country. This would make India a country like Cuba which continues to be dependent on foreign capital for its survival. This section of ‘Maoists’ in India, represent Kruschevite revisionists
ix“A dogmatic approach about the “semi-feudal” characteristic of all oppressed countries exists, while some comrades of some of these countries reject this dogmatic approach, on the basis of their own revolutionary experience and analysis (think for example of the Colombian comrades of the UOC MLM; in other countries such as Tunisia, Iran and Nepal, some comrades are moving towards this direction).”
xWe have been working from our side to fulfill the revolutionary duty by organizing party and class struggle to accomplish a Scientific Socialist Revolution in Nepal. (Central Committee from Communist Party of Nepal (Bahumat), October 2025)
xi“Creemos que en muchos países oprimidos, debido la gran urbanización y proletarización, que comenzó como una tendencia lenta en la década de 1960 y que se ha acentuado desde la década de 1980 y continúa hasta el hoy en formas cada vez mayores, el campo tiende a perder su importancia ‘principal’ a favor de la ciudad y en consecuencia no es seguro que la guerra popular en algunos países oprimidos por el imperialismo tenga como forma principal la forma ‘clásica’ de ‘guerra agraria’.” (Algunas críticas al documento “¡Por una Conferencia Internacional Maoísta Unificada!”, PCm(Itália), 2022)

