Nota do blog: Publicamos a seguir tradução não oficial para português do Brasil da declaração da Liga Comunista Internacional (LCI) sobre o martírio do Camarada Basavaraj, Secretário-Geral do Partido Comunista da Índia (Maoista), e outros 26 combatentes do povo, encontrada no periódico Internacional Comunista (CI-IC).
Proletários de todos os países, uni-vos!

As mais elevadas saudações vermelhas em honra e glória ao Secretário-Geral do Partido Comunista da Índia (Maoista) e aos heróis imortais!
Ao Partido Comunista da Índia (Maoista),
Ao Movimento Comunista Internacional,
Ao proletariado internacional,
Aos povos do mundo,
A Liga Comunista Internacional rende a mais alta homenagem ao Camarada Nambala Keshava Rao, nome de guerra Camarada Basavaraj, Secretário-Geral do Partido Comunista da Índia (Maoista), que dedicou toda a sua vida a serviço da Revolução e a entregou ao Partido Comunista e à Guerra Popular, em seu posto de combate à frente do PCI (Maoista), lutando contra o sanguinário cerco das forças reacionárias da Índia, parte da contrarrevolucionária e genocida Operação Kagaar. O Camarada Basavaraj caiu combatendo até seu último suspiro, junto com 27 camaradas, aos quais prestamos este sentido tributo.
Estendemos uma combativa saudação vermelha e comunista ao glorioso Partido Comunista da Índia (Maoista), a todo o seu Comitê Central, aos seus militantes, combatentes, ao heroico Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), aos Comitês Populares Revolucionários na Índia e a todas as massas que lutam valentemente junto ao Partido pela conquista do Poder e pela Revolução de Nova Democracia, a serviço da luta pelo Comunismo. A morte do Camarada Basavaraj é, sem dúvida, uma grande perda para o Partido, o Proletariado, o povo e para o Movimento Comunista Internacional. Contudo, é certo que o Partido Comunista da Índia (Maoista) demonstrou repetidamente sua capacidade de se reerguer após duras perdas e manter o rumo da Guerra Popular.
O Camarada Basavaraj foi um dirigente histórico deste grande Partido, que por mais de 40 anos prestou notáveis serviços à Revolução de Nova Democracia na Índia. Incorporou-se às fileiras da revolução e do Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista) no início dos anos 80, sendo eleito para seu Comitê Central em 1987. O Camarada desempenhou papel destacado no Congresso da Unidade do Partido Comunista da Índia (Maoista) em 2004, contribuindo para construir e defender a unidade dos Comunistas na Índia para dirigir a Guerra Popular. Ele teve um papel eminente na decisão pela construção das bases guerrilheiras e dos órgãos democráticos de poder popular; exerceu a direção da Comissão Militar do Partido a partir de 2001, destacando-se como um grande estrategista militar que soube conquistar, com orgulho, os mais profundos ódios dos verdugos e inimigos do povo. Em 2018, o Camarada Basavaraj assumiu firmemente a Secretaria Geral do Partido, dirigindo-o em momentos difíceis e sabendo conduzi-lo para derrotar os planos sombrios do inimigo de aniquilar o Partido Comunista e a Guerra Popular. O Camarada Basavaraj, combatendo até seu último suspiro, rega com seu valoroso sangue a colheita da Revolução de Nova Democracia na Índia, e une-se aos mais de 20 membros do CC do PCI (Maoista) que deram suas vidas pela Guerra Popular na Índia desde a fundação do Partido Unificado em 2004, e, junto com todos os heróis imortais do Proletariado Internacional, pavimenta o caminho rumo ao dourado Comunismo.
Os meios de comunicação reacionários se regozijam com a crueldade da morte do Camarada Basavaraj e os golpes contra a revolução. O Estado indiano apressa-se desesperadamente para cantar “vitória” e aplaudir a suposta derrota e encurralamento do Partido maoista, como já fez inúmeras vezes, sendo forçado a engolir suas palavras a cada vez. Na verdade, mostra apenas sua fraqueza diante da força inquebrantável do PCI (Maoista) e, ante sua incapacidade de derrotar o Partido e a invencível Guerra Popular, só lhe resta recorrer a massacres, “falsos encontros”, ao genocídio e ao total desrespeito aos chamados “direitos humanos”, que hipocritamente afirma respeitar. Contudo, a história mundial e a história do bravo povo da Índia nos ensinam que toda a violência reacionária não pode extinguir a revolução, e que cada gota de sangue desperta mais filhos da revolução, que com bravura assumem o papel que são chamados a cumprir: tomar os fuzis dos camaradas e combatentes caídos, honrar as tradições revolucionárias do grandioso povo indiano e nutrir o Partido Comunista da Índia (Maoista) de novos quadros e dirigentes que prossigam o caminho da Guerra Popular.
O cerco lançado em abril nas montanhas de Karregutta com dezenas de milhares de soldados só revela o desespero do regime reacionário de Modi. Os combatentes do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação, com recursos e armamento limitados, ergueram uma resistência épica! Deliravam os reacionários ao acreditar que, implantando este brutal cerco em Chhattisgarh, com milhares de soldados, armamento pesado e drones, poderiam estrangular o movimento revolucionário na Índia! Esta região é o coração da revolução e a terra natal do povo adivasi, oprimido por séculos, expulso de suas terras e com suas identidades apagadas! Em benefício das empresas mineradoras imperialistas, as florestas foram queimadas, as aldeias devastadas e dezenas de milhares foram forçados a migrar! Porém, o Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoista), tem resistido a essa pilhagem, colocado o inimigo de joelhos com sabotagens, e defendido o povo com a mobilização das massas e o estabelecimento de bases de novo poder. Dirigindo a Guerra Popular por décadas, profundamente enraizado entre os camponeses pobres e os povos adivasi, o PCI (Maoista) levantou a bandeira da Guerra Popular e do marxismo-leninismo-maoismo como uma tocha acesa por toda a Índia e todo o mundo, tornando-se um pesadelo e o principal perigo para o Estado burocrático-latifundiário da Índia, para os monopólios imperialistas e para todos os sinistros planos do imperialismo e da reação na região e no mundo. Tremam de medo, imperialistas e reacionários, porque não conseguiram, e jamais conseguirão, derrotar a invencível Guerra Popular e o todo-poderoso marxismo-leninismo-maoismo!
Camaradas,
Estamos vivendo um momento de viragem na História, um salto na crise de decomposição do imperialismo; a exploração e opressão insuportáveis despertam por todo o planeta levantes espontâneos das massas; a crise econômica, política, militar e ideológica da burguesia atinge novos máximos, e em seu tempestuoso ventre gestam-se e temperam-se as forças do proletariado e dos povos oprimidos. As novas forças se apresentam com força renovada para se encontrarem com aqueles que mantiveram em alto a bandeira da revolução, pagando com dolorosas e generosas cotas de sangue, resistindo à sanguinária Ofensiva Contrarrevolucionária Geral do imperialismo, do revisionismo e da reação, que se estende pelas últimas três décadas e se assanhou contra as Guerras Populares guiadas pelo marxismo-leninismo-maoismo e os Movimentos de Libertação Nacional. Do mesmo modo, além das duradouras e heroicas Guerras Populares, isso foi, sem dúvida, representado e expresso na Batalha de 7 de Outubro pela luta armada de Libertação Nacional Palestina, sinal de um ponto de viragem na luta anti-imperialista e um farol para novas batalhas revolucionárias, nas quais os comunistas fomos chamados a tomar a iniciativa.
Todas as contradições do imperialismo se agudizam, e as contradições que haviam se acumulado durante décadas de Pax Americana se expressam à luz do dia.
Nos últimos anos, o imperialismo ianque, em pugna com outras potências imperialistas – como a Rússia (superpotência atômica) e a China (social-imperialista) – tem tentado deslocar o foco de seus planos para o Indo-Pacífico, na ânsia de manter sua condição de potência hegemônica em declínio. Mas, no momento, se vê atolado no Oriente Médio, aterrorizado pelo fogo da lenha seca e o sol ardente no seu próprio quintal – na América Latina – e em seu próprio estômago, tremendo de pânico diante das Guerras Populares nas Filipinas e na Índia, no Indo-Pacífico, as quais mil vezes declarou extintas, mas que permanecem firmes como duas barreiras intransponíveis. E sabemos, camaradas, que quanto mais ferida a besta, quanto mais encurralada em suas próprias contradições, mais furiosamente ela ataca e se torna mais sanguinária e cruel. A Índia, um país com mais de um bilhão de pessoas, onde o Partido Comunista, baseado na ideologia da classe, o marxismo-leninismo-maoismo, dirige uma heroica Guerra Popular e goza de grande prestígio nacional e internacional, representa uma enorme ameaça para os sinistros planos de rapina e exploração do imperialismo, especialmente do imperialismo ianque, que, desesperadamente e por todos os meios possíveis, precisa minar a luta Naxalita para tentar golpear o maoismo. Por isso, agora, através de seu cão de fila, o regime fascista bramânico Hindutva de Modi, intensifica a covarde campanha de terror contra o povo indiano. Nesse contexto, o Partido Comunista da Índia (Maoista) representa uma coluna de ferro e enfrenta frontalmente as forças inimigas na região onde o imperialismo ianque busca concentrar sua atenção, representando assim a maior ameaça aos seus planos. É por isso que mobilizaram dezenas de milhares de efetivos para combater algumas poucas dezenas de heroicos combatentes; este é o contexto mais amplo no qual se insere a sangrenta Operação “Kagaar” (“Fim”, em português), que vem sendo realizada desde 2017 pelo velho Estado da Índia, terrorista e “prisão dos povos e das nações”, que, diante do fracasso da “Operação Caçada Verde”, busca incrementar o genocídio, perseguindo limpar o terreno para permitir a mais brutal exploração do povo indiano, para mantê-lo acorrentado ao poder feudal, ao capitalismo burocrático e entregar a Nação ao imperialismo, para que sirva servilmente na contenda interimperialista pela rapina do mundo.
O inimigo acreditava que isso bastaria para cercar o PCI (Maoista). Enganaram-se mil vezes, pois são os imperialistas e os reacionários que estão verdadeiramente cercados pelas massas do povo e pelo proletariado internacional que juramos vingar seu sangue com mais Guerra Popular. Hoje, o Camarada Basavaraj é um novo elo nesta gloriosa cadeia de destacados dirigentes do proletariado internacional que entregaram suas vidas em defesa do marxismo-leninismo-maoismo e da Guerra Popular! Se o inimigo crê que o destruiu, está equivocado. Seu nome agora vive no coração de cada revolucionário, no fuzil de cada guerrilheiro, na fúria de cada camponês!
Ao entregar sua vida generosamente, o Camarada Basavaraj lançou a todos os comunistas e anti-imperialistas um poderoso chamado ao combate. Ousar lutar, ousar vencer! A reação na Índia e o imperialismo se regozijam com o assassinato do Camarada Basavaraj e agora buscam tirar o maior proveito possível invocando a capitulação e a liquidação, apregoando que “combater é perecer, não fazê-lo é sobreviver”, tentando intimidar o povo para que permita que seus crimes sejam perpetrados livremente, o que jamais acontecerá, pois vai contra a lógica do povo e contra a história. A morte em combate dos camaradas imortalizados nos enche do mais profundo ódio de classe contra os traidores, capituladores, liquidacionistas, oportunistas; que, seja por meio da mais rasteira delação ou do mais desprezível e podre discurso, tentam desviar o povo de seu caminho: a Guerra Popular Prolongada sob o guia do marxismo-leninismo-maoismo.
Lembremos e aprendamos com as palavras do Camarada Basavaraj:
“Não é possível derrotar a ofensiva multifacetada do inimigo em todo o país sem travar uma luta decidida contra ele, com a suprema confiança de que a ideologia e a política revolucionária proletária, nossa linha político-militar e a linha da Guerra Popular Prolongada são o único caminho para a libertação do povo e a vitória da Revolução de Nova Democracia. (…) É uma verdade histórica que a vitória pertence ao lado que luta com coragem e valentia. (…) demonstrou-se repetidamente em nossa Guerra Popular que é bastante necessário lutar com coragem, valentia e disposição ao sacrifício para defender nosso Partido, o EGPL e os órgãos do poder político popular dos ataques inimigos, conquistar novas vitórias, avançar a largos passos e infligir mais perdas ao inimigo. Portanto, nossa ofensiva contra o inimigo deve sempre estar repleta de ódio de classe, intrepidez e determinação. Devemos perceber que não é possível alcançar nossa meta política e cumprir os interesses do povo sem sacrifícios e estando na vanguarda para lutar bravamente contra as forças inimigas.”
Baseemo-nos no desenvolvimento do EGPL! Superemos as deficiências! Enfrentemos os desafios!
Camarada Basavaraj, 2014
Nossas bandeiras vermelhas se inclinam para render alta homenagem ao Camarada Basavaraj e nosso sangue ferve com sede de vingança. Elevamos nosso compromisso de lutar até o último suspiro, seguindo o caminho que os heróis da classe nos traçam, instruídos por seus ideais proletários, no espírito do marxismo-leninismo-maoismo, da luta armada para a vitória das revoluções de Nova Democracia e Socialistas.
Convocatória especial e urgente
A Liga Comunista Internacional faz um chamado a todos os Partidos e Organizações marxistas-leninistas-maoistas, a todas as organizações democráticas e anti-imperialistas, para desenvolver uma campanha urgente e extraordinária em memória do Camarada Basavaraj, em defesa do Partido Comunista da Índia (Maoista) e da Guerra Popular na Índia, e contra a guerra contra o povo intensificada com a Operação Kagaar. Essa campanha deve começar o quanto antes e se estender até a Semana dos Mártires da Revolução Indiana, de 28 de julho a 3 de agosto.
Devemos empregar o máximo de ímpeto e ousadia, desenvolver ações combativas, elevar em quantidade e qualidade as ações de apoio ao Partido e à Guerra Popular.
Devemos realizar todo tipo de ações de denúncia à guerra contra o povo, despertar a consciência de todo o povo revolucionário e progressista para se opor à Operação Kagaar, se opor ao genocídio, se opor aos “falsos encontros”, às execuções extrajudiciais, à violação flagrante dos direitos dos camponeses, das comunidades adivasi e demais minorias nacionais, e em defesa dos prisioneiros políticos.
Devemos realizar sessões de homenagem ao Camarada Basavaraj, entre militantes, ativistas e massas de todos os países, e estudar sua trajetória e sua obra política e teórica. A LCI preparará, nas próximas semanas, material dedicado à vida do Camarada Basavaraj para estudo e formação no MCI.
A Liga Comunista Internacional convoca todo o MCI a redobrar esforços na coordenação de ações, campanhas, atividades, reuniões, etc., em uma ampla campanha em memória do Camarada Basavaraj, em apoio à Guerra Popular na Índia e ao Partido Comunista da Índia (Maoista) e contra a guerra contra o povo.
MORTE AO ESTADO REACIONÁRIO INDIANO E SUAS FORÇAS MILITARES E PARAMILITARES GENOCIDAS!
QUEM NÃO TEME MORRER CORTADO EM MIL PEDAÇOS, SE ATREVE A DESPEDAÇAR O IMPERADOR!
HONRA E GLÓRIA ETERNAS AO CAMARADA BASAVARAJ! O CAMARADA BASAVARAJ É IMORTAL!
VIVA O PARTIDO COMUNISTA DA ÍNDIA (MAOISTA)!
A GUERRA POPULAR NA ÍNDIA TRIUNFARÁ INEVITAVELMENTE!
Liga Comunista Internacional
Maio de 2025

