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O malabarismo da direção do PCR no apoio à Dilma e ao governo Lula (MEPR, 2010)

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2 Comments

  1. Boa noite, vim fazer um questionamento, tenho total certeza que a única forma do proletariado se libertar é por uma revolução, e então deve a todo custo críticar a farsa eleitoral, mas apos deixar todos seus militantes e todo o povo ciente deste fato, um partido não deve escolher um candidato para votar? pegamos como exemplo lula contra Bolsonaro, os dois são horríveis e devemos deixar todos cientes destas afirmações que digo, mas no segundo turno não deveria um partido mandar seus militantes votarem no lula? é claro votar sabendo que ele é sim ruim, mas não é pior que o Bolsonaro, devo dizer assim

    1. A grande questão companheiro é entender a natureza do Estado como apenas um comitê de negócios da burguesia, nesse sentido, melhor ou pior é relativo ao papel comum que têm enquanto lacaios da burguesia, no caso do Brasil, do imperialismo ianque, do latifúndio e da grande burguesia local. Devemos entender as eleições no contexto concreto histórico que vivemos, de crise de decomposição do capitalismo burocrático em meio à crise geral de decomposição do imperialismo. Isso significa que os sucessivos governos de turno tendem sempre a agravar a situação para o povo e aumentar a repressão. Que um seja mais celerado que o outro — e é verdade que com Bolsonaro chegamos mais perto de um regime militar fascista — é circunstancial e, mesmo neste caso, só a elucidação da natureza do Estado, a elevação da consciência parte avançada da sociedade sobre esse fato, e sua mobilização em torno de defender os direitos conquistados e na luta pela derrubada da velha ordem que pode refrear essa reacionarização cada vez maior, nada disso passa por eleições, estas têm, pelo contrário, função de seguir iludindo as massas e mistificar a natureza de classe do Estado. Não é a toa que Luiz Inácio virou o maior defensor do “Estado Democrático de Direito”, que nada mais é que defender a ditadura da burguesia sobre o povo.

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