Nota de advertência sobre as atividades de agentes da polícia disfarçados de “comunistas” e de “maoistas”

Exortamos às nossas leitoras e leitores que denunciem e condenem todas as atividades de provocação anticomunista, de delatores, bem como de ilações levadas a cabo por agentes secretos da polícia contra as forças populares e revolucionárias. A exemplo do traidor liquidacionista Gopal Mishra na Índia, são elementos policiais, quinta-coluna da reação no movimento operário e popular, disfarçados de “comunistas” e de “maoistas” que “pintam de vermelho” iniciativas de movimentos e organizações de massas, no intuito de vinculá-los a organizações clandestinas, no objetivo encoberto de facilitar o trabalho de inteligência policial e de fornecer informações ao inimigo de classe. Como declara o PCI (Maoista) sobre esses agentes encobertos da polícia: “devem ser desmascarados e isolados”1.

Essa prática, quinta-coluna, tem se tornado evidente por todo mundo e crescerá mais ainda com a nova campanha do canibal Trump contra o comunismo. Nós, do blog Servir ao Povo, mais recentemente fomos alvo dessa delação caluniosa sob forma de “polêmica pública”.

Em publicação em um blog chamado “luta de duas linhas” (!!!???), um tal “camarada vitor” de um suposto “comitê comunista maoista” acusa-nos de ser “porta-vozes oficiosos” do Partido Comunista do Brasil – P.C.B., isto é, porta-voz de fato, mas dissimulado. Como se sabe, o P.C.B. é um partido comunista antirrevisionista e clandestino. Trata-se de uma tentativa sorrateira e policialesca de nos vincular a uma organização ilegal e clandestina, uma tentativa de “pintar-nos de vermelho” a exemplo da prática policial de renegados, agentes encobertos, porém reconhecido e denunciado pelo PCI (Maoista) como Gopal.

Trata-se de acusação muito séria, seríssima, gravíssima, que pode ter consequência extrema contra o nosso blog. Qual objetivo oculto perseguem os promotores dessa acusação, diga-se, desta falsa delação? Por qual razão se dedicam a provocações desse tipo, se fossem, de fato, uma organização “maoista”? São, isto sim, organização política ao estilo daquela fundada por Chang Kuo-tao, em meio à Longa Marcha, momentos antes de se passar abertamente ao campo da contrarrevolução na China, assumindo-se como agente do serviço de informação do Kuomintang.

Somos obrigados a vir a público para desmentir essa mentira delatória. Nosso blog é uma iniciativa de promoção e popularização do marxismo de nosso tempo e das lutas revolucionárias proletárias no Brasil e em todo o mundo. Não somos porta-vozes de nada, menos ainda oficiosos ou oficiais de qualquer organização partidária legal ou clandestina.

Rechaçamos a tentativa da polícia política de tentar vincular organizações ou iniciativas públicas, de massas e legais a organizações clandestinas, ilegais e secretas, utilizando-se para tanto de um reles agente – oficioso – da polícia, rato, lixo, verme, a soldo ou não do velho Estado brasileiro, historicamente genocida. Marcamos com ferro e fogo as instituições fascistas que maneteiam elementos apodrecidos como esse tal “camarada vítor” e o tal “comitê”, assim como, aos elementos que se prestam a serem cachorros da polícia política.

Equipe Editorial – Servir ao Povo

1 Na publicação “Desmascarar, rechaçar e derrotar a camarilha renegada e liquidacionista de Gopal Mishra e Prashant Rahi!”, a revista Nazariya popularizou uma declaração do PCI (Maoista) sobre Gopal Mishra. Recomendamos a leitura, está publicada em nosso blog. Além de defender Balraj e sua linha revisionista, liquidacionista e oportunista, Gopal foi denunciado por “pintar de vermelho” organizações estudantis revolucionárias (isto é, acusá-las implicitamente de serem vinculadas ao PCI (Maoista)), “construir organizações paralelas em algumas universidades onde não existiam organizações revolucionárias, buscando desviar para si os estudantes simpáticos à política do MLM e da Revolução de Nova Democracia”, e “construir igualmente organizações paralelas em áreas onde já existiam organizações de Nova Democracia”. O PCI (Maoista) expulsou Gopal e denunciou publicamente sua atitude.