LCI – Declaração do Primeiro de Maio de 2026: Marxistas-Leninistas-Maoistas de todos os países, uni-vos!
Nota do blog: Publicamos a seguir uma tradução não-oficial para o português da declaração da Liga Comunista Internacional – LCI do primeiro de maio de 2026 publicada no portal ci-ic.net.
Proletários de todos os países, uni-vos!

Declaração de primeiro de maio da LCI
Marxistas-Leninistas-Maoístas de todos os países, uni-vos!
Povos revolucionários do mundo, uni-vos e derrotai o imperialismo, o revisionismo moderno e todos os reacionários!
A Liga Comunista Internacional saúda o proletariado internacional, as massas populares do mundo e o Movimento Comunista Internacional pelo Dia Internacional do Proletariado.
Este ano celebramos o 60º aniversário do início da Grande Revolução Cultural Proletária (GRCP) dirigida pelo Presidente Mao Tsetung. Representa um marco histórico na experiência histórica da Revolução Proletária Mundial. Ao olharmos para as décadas passadas, vemos que sua importância só cresceu com o tempo e suas lições imperecíveis precisam ser erguidas mais do que nunca, defendidas e aplicadas. Também, neste dia, prestamos homenagem ao Camarada Basavaraj, Secretário-Geral do Partido Comunista da Índia (Maoista), que sacrificou sua vida heroicamente há quase um ano, em defesa do marxismo-leninismo-maoismo, do Partido e da Guerra Popular. Honras e Glórias eternas ao Camarada Basavaraj!
Hoje as condições objetivas para o desenvolvimento da revolução no mundo são excelentes. A revolução é a tendência política e histórica principal. As Guerras Populares persistem e novas estão por iniciar. Hoje temos uma situação complexa em que todo tipo de guerras eclodem, coincidindo com a crescente explosividade das Massas. Portanto não é estranho que os defensores da Velha Ordem, os imperialistas e seus serviçais, façam de tudo para confundir o povo e difundir o pessimismo. Com isso, nós comunistas temos ainda mais razão para abraçar firmemente o conceito estratégico de Mao Tsetung, amplamente difundido durante a GRCP: O imperialismo e todos os reacionários são tigres de papel! Foi precisamente com esse espírito valente e desafiador que o Camarada Basavaraj deu sua vida. Armemo-nos nós, nossa classe e os Povos da mesma forma, e não haverá vil derrotismo revisionista ou oportunista que seja capaz de causar confusão!
O imperialismo está em uma crise geral de decomposição
O imperialismo, a fase superior do capitalismo, é capitalismo monopolista e capitalismo em decomposição. Não pode oferecer nenhum progresso às massas, apenas maiores guerras de roubo, exploração e opressão. Hoje, os 10% mais ricos possuem 75% da riqueza mundial. Os 0,001% mais ricos, cerca de 60.000 bilionários, possuem 3 vezes mais riqueza que metade da humanidade. É um processo de concentração que se acelera cada vez mais, a um ritmo de 8% ao ano desde os anos 90. Em 2025, a riqueza dos bilionários cresceu 16%, três vezes mais que nos cinco anos anteriores.
O imperialismo representa uma enorme centralização do Capital nas mãos dos Capitalistas Financeiros de um punhado de países. Das 80 empresas com maiores receitas em dinheiro no mundo, 35 são dos Estados Unidos, 19 são da China, 5 da Alemanha e 5 do Japão. Essa concentração é ainda maior nos bancos: cada um dos 12 maiores bancos do mundo, a maioria dos Estados Unidos ou China, tem ativos avaliados em mais que todo o PIB do Brasil. Os fundos mundiais de reserva monetária, usados pelos imperialistas para aumentar o controle e a centralização, também expressam essa tendência. Atualmente, as ações do Tesouro dos Estados Unidos e os fundos soberanos dos países europeus representam juntos 80% das reservas monetárias mundiais (60% e 20% respectivamente), enquanto o renminbi chinês alcançou apenas 2,83%, o que mostra a força hegemônica dos Estados Unidos em comparação com a China e outros países.
O falso discurso do imperialismo sobre o meio ambiente cobre o fato de que 1% dos mais ricos é responsável por 41% das emissões de carbono, e se considerarmos os 10% mais ricos, o número sobe para 77%. Ao mesmo tempo, metade da população mundial, os pobres, representa apenas 3% das emissões.
O imperialismo, fase monopolista de um capitalismo moribundo, longe de representar progresso, mantém as mulheres presas à exploração e à opressão. As mulheres, que representam metade da população mundial, recebem apenas um quarto dos salários. A violência contra a mulher também cresce em todo lugar. Contudo, foi em Gaza que a violência contra a mulher foi a mais alta do mundo, com pelo menos 38 mil mulheres assassinadas pelas hordas sionistas.
Ao menos 1.1000 bilhões de pessoas nos países oprimidos pelo imperialismo vivem em extrema pobreza. 2.300 bilhões de pessoas enfrentam uma situação chamada insegurança alimentar grave ou moderada e têm de lidar com uma inflação disparada. Entre essas Massas, grande parte são os próprios camponeses que produzem cerca de 70% dos alimentos do mundo.
As guerras do imperialismo ianque agravam ainda mais a aceleração de um novo estouro de crise econômica mundial e o agravamento das condições de vida das Massas (acrescido pela inflação). A bolha do setor imobiliário chinês e as dificuldades dos imperialistas chineses para aumentar o consumo interno se somam à bolha das grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos (que controlam 40% das ações do capital estadunidense).
O imperialismo está em uma crise geral de decomposição. Quando tenta superar a crise, descarrega sua barbárie contra os povos oprimidos com ainda maior crueldade, expandindo as guerras de agressão e saques. Numa tentativa desesperada de manter seu papel hegemônico, o imperialismo ianque exerce pressão crescente sobre os outros imperialistas europeus ocidentais (assim como sobre Japão e Austrália) para forçá-los a seguir seus ditames e servir a seus interesses, o que conduz a uma maior contenda e ao agravamento da luta entre os imperialistas. Estão se desenrolando novas guerras de saque na América Latina, África e Ásia, incluindo o chamado Oriente Médio.
Contudo, a ofensiva contrarrevolucionária do imperialismo, impulsionada principalmente desde o início dos anos 90, que busca deter o desenvolvimento das lutas do proletariado internacional e das lutas de libertação nacional, fracassou por completo. As condições objetivas e subjetivas para o desenvolvimento das duas forças da revolução mundial, o movimento de libertação nacional e o movimento proletário internacional, desenvolvem-se favoravelmente, mostrando claramente o início de um Novo Período de Revoluções no mundo.
Nossas Tarefas
Mesmo que as forças subjetivas da revolução ainda sejam relativamente fracas, ainda mais fracos são os Partidos, as forças armadas e os regimes das classes dominantes: as forças da contrarrevolução repousam sobre uma base podre. Isso oferece condições para que as forças da revolução avancem por saltos. Nessas condições, as forças de todo o movimento comunista internacional enfrentam um grande desafio: colocar o Marxismo-Leninismo-Maoismo como mando e guia para impulsionar a Revolução Proletária Mundial.
Para cumprir essa tarefa histórica, é inevitável e urgente avançar na constituição e reconstituição dos Partidos comunistas marxista-leninista-maoistas para que, em meio à dura luta de classes, em meio a uma situação de guerras de toda sorte, sejam capazes de desenvolver a guerra revolucionária, a Guerra Popular, para impulsionar a Revolução Proletária Mundial. Os comunistas em todo o mundo têm duas tarefas urgentes. A primeira e primordial, defender a bandeira vermelha do Marxismo-Leninismo-Maoismo tremulante na Índia, fechar fileiras com o Partido Comunista da Índia (Maoista) e elevar o apoio à Guerra Popular e levá-lo a novos níveis, rejeitando o ataque conjunto do Imperialismo, Revisionismo e da Reação. Em segundo lugar, impulsionar a mobilização anti-imperialista mundial, elevando sua combatividade mediante ações que arrasem com as amarras legalistas e reformistas que o oportunismo e o revisionismo tentam impor, desencadeando a justa ira das Massas, apoiando especialmente as lutas contra a agressão imperialista e pela libertação nacional das nações e povos na América Latina e no Oriente Médio, que são o aspecto de base.
Este novo período é marcado por um fato de grande transcendência: o Dilúvio de Al-Aqsa de 7 de outubro de 2023. Este evento não foi apenas um ato heroico de um povo oprimido, mas também uma derrota para o imperialismo ianque na região. A contraofensiva da Resistência Nacional Palestina em 7 de outubro removeu completamente os alicerces da ordem regional e mundial. Mostrou que os de baixo já não aceitam viver como antes, e que os de cima não podem continuar governando como antes. Todo esse desenvolvimento da situação mundial está profundamente marcado por esse grande evento. O Dilúvio de Al-Aqsa representa a derrota dos Acordos de Oslo e dos Acordos de Abraão, e um golpe contra o Estado de israel, o principal bastião da potência imperialista estadunidense na região, e forçou o imperialismo ianque a ajudar mais do que nunca o Estado de israel e a intensificar sua guerra de agressão para manter seu domínio.
A Resistência Nacional Palestina lutou heroicamente contra o atroz genocídio por três anos, contra um inimigo armado e financiado pela potência imperialista mais poderosa do mundo, com armamento superior, forçando-a a buscar um acordo de paz. Mostrou-se ao mundo inteiro o “caráter de tigre de papel” do imperialismo ianque e seus capachos israelenses. As contradições se aprofundaram dentro de israel. israel é mais dependente do dinheiro e do armamento ianque do que nunca para sobreviver.
Os três anos da inabalável Resistência Nacional Palestina elevaram a consciência política das Massas em todo o mundo, como resultado do movimento anti-imperialista que se desenvolveu em todos os países, tanto oprimidos quanto imperialistas, de forma impressionante. A existência do Estado de israel é questionada mais do que nunca pelos Povos do mundo, que querem ver sua destruição e a construção de uma Palestina livre. Uma nova e crescente onda do movimento anti-imperialista está alcançando cada canto do mundo, a qual clama por varrer o imperialismo e acabar com toda reação. Após três anos de guerra, os fatos mostram que são as Massas, o Povo da Palestina, que são verdadeiramente poderosos e não os imperialistas estadunidenses e seus capachos israelenses.
Em sua guerra de agressão contra o Irã, os Estados Unidos buscam realizar uma “mudança de regime”, por meio de seus lacaios locais, e retomar o controle do país perdido em 1979. Entre seus objetivos estava evitar a aproximação estratégica do Irã com a China e enfraquecer o suprimento de energia desta última. Contudo, não foi apenas uma guerra pelo controle de recursos. Ao atacar o Irã, os imperialistas ianques também procuram isolar e derrotar as forças de resistência nacional contra o imperialismo ianque na região. Após mais de 40 dias de feroz campanha militar conjunta contra Irã, Líbano, Palestina e Iêmen, os Estados Unidos fracassaram em alcançar quaisquer de seus objetivos.
Os genocidas Trump e Netanyahu proclamam falsas vitórias. O Presidente Mao disse que os imperialistas ianques são extremamente arrogantes e não atendem à razão. Essa característica vem de sua própria natureza de classe e de sua atual decomposição. Sua arrogância apenas conduzirá a maiores fracassos. Apesar de sofrer sucessivas derrotas, o imperialismo estadunidense continuará causando problemas até sua derrota final; essa é a lógica de todos os imperialistas.
Na América Latina, os Estados Unidos aceleram seus planos para aumentar seu controle na região. O imperialismo ianque orquestrou o sequestro do Presidente Maduro e de Cilia Flores e bombardeou a Venezuela para controlar o país e seu petróleo. Os imperialistas ianques bombardearam o berço da luta de independência contra o domínio colonial espanhol, apontando suas armas diretamente contra os povos da América Latina, especialmente contra a nação cubana, que tem resistido ao poder estadunidense por décadas, lutando contra o bloqueio criminoso e a contínua agressão e defendendo sua soberania. Hoje mais do que nunca devemos levantar a consigna: “Ianques, não! Cuba, sim!”
A vil agressão contra a Venezuela foi apenas o começo de uma nova ofensiva de ingerência e agressão imperialista contra o continente. Nesta nova situação, todo mundo deverá escolher um lado. O lado da maioria: o dos povos indígenas, camponeses, massas operárias das cidades e do campo, a juventude (que se alista nas primeiras fileiras da luta) e as organizações que se levantam contra a agressão imperialista e seus lacaios. Ou o lado dos piores traidores, os partidários da teoria da subjugação nacional, como Lula, Sheinbaum, Boric, Petro, que se apressou a oferecer seu desprezível serviço a Trump e rastejou até a Casa Branca para pedir armas contra a guerra camponesa na Colômbia, e a senhora Rodríguez.
A agressão ianque contra a América Latina, que sem dúvida crescerá ainda mais no período vindouro, é uma confirmação real do fato decisivo de que o continente é o elo mais fraco da cadeia imperialista, o campo de batalha onde o futuro desenvolvimento da Revolução Proletária Mundial será definido. No Brasil, o país com a maior concentração de massas na América Latina, estão se forjando batalhas que farão a velha ordem e a dominação imperialista tremerem.
Os imperialistas estão estendendo suas forças sobre amplas zonas da América Latina, Ásia e África. Também estão mobilizando seus aparelhos repressivos dentro dos países imperialistas contra seu próprio povo. Os imperialistas e reacionários, como gigantes de pés de barro que são, na realidade não são mais do que pequenas fortalezas, pequenas ilhas cercadas por todos os lados. Os povos oprimidos da Ásia, África e América Latina fazem parte de um enorme oceano de massas do proletariado e dos povos oprimidos. Quanto mais o imperialismo penetrar nessas zonas revolucionárias, mais cedo se verá rodeado por mares de massas rebeldes do mundo que o enterrarão por ondas.
A política do imperialismo é dividir os povos por religião, etnia, origem, nacionalidades. A política dos comunistas é unir todas as massas oprimidas e exploradas contra um inimigo comum. Nós anti-imperialistas defendemos o direito de autodeterminação de todas as nações. Derrotar a agressão imperialista faz parte das tarefas da Revolução de Nova Democracia. É por isso que nós comunistas devemos apoiar e tomar parte ativa na resistência, lutando com independência e decisão própria; contra a agressão e, em meio à luta, estabelecer uma direção proletária marxista-leninista-maoista, a qual é condição indispensável para uma luta consequente contra o imperialismo, necessariamente ligada à luta para completar a Revolução Democrática nos países oprimidos.
Aqueles que assumiram uma posição firme nos fatos pela resistência nacional contra a agressão imperialista ianque e sionista, em defesa do direito de autodeterminação, estão objetivamente do lado do frente anti-imperialista e devem ser apoiados enquanto mantiverem essa posição. Portanto, considerando que os povos e massas trabalhadoras do mundo estão empunhando as armas contra os agressores imperialistas, devemos dizer: “Quanto mais, melhor!” Que também outras classes empunhem as armas para defender a soberania de uma nação é bom; devemos também dizer “melhor mais do que menos”.
Todos aqueles que atuam como, ou se oferecem como, peões dos agressores imperialistas, são parte do frente da agressão imperialista e é dever dos anti-imperialistas denunciá-los e combatê-los.
O imperialismo ianque está cada vez mais isolado, e todos os povos do mundo reconhecem que o imperialismo é a fonte de todas as guerras. A luta contra a agressão imperialista é uma grande fonte de inspiração e o movimento anti-imperialista se levanta por toda parte. Essa corrente é a base principal para o impulso ao desenvolvimento da Revolução no mundo.
Contudo, a luta consequente contra o imperialismo não deve se limitar à luta contra a agressão. Para desenvolver uma luta consequente, deve-se destruir as bases da dominação imperialista nos países do capitalismo burocrático, a grande burguesia e os latifundiários, mediante a Revolução de Nova Democracia. Nos países imperialistas, os imperialistas devem ser combatidos em suas próprias cidadelas, uma luta que deve ser travada inseparavelmente do movimento de libertação nacional das colônias e semicolônias, mediante a Revolução Socialista. A expressão mais elevada, mais concreta e mais consequente da luta contra o imperialismo encontra-se onde ela se desenvolve como verdadeiras revoluções dirigidas por Partidos Comunistas marxista-leninista-maoistas através das Guerras Populares. Essas lutas são as trincheiras mais elevadas na luta por varrer o imperialismo e a reação da face da terra e construir o novo poder.
É por isso que, atualmente, nossos corações e mentes devem se dirigir ao subcontinente indiano, onde o Partido Comunista da Índia (Maoista) dirige uma Revolução de Nova Democracia mediante a Guerra Popular, mobilizando valorosamente as amplas massas do Povo em defesa de seus direitos, entre eles o mais elevado: a revolução. No país mais povoado do mundo, os imperialistas e seus lacaios desenvolvem uma atroz guerra contra o povo. A infame Operação Kagaar, que recentemente terminou, foi mais um capítulo da Guerra Contra o Povo dirigida pelas classes dominantes indianas que são servas do imperialismo. Hoje podemos afirmar que a Operação Kagaar fracassou, assim como as operações anteriores, como a Operação Caçada Verde, e todas as futuras operações contrarrevolucionárias contra o povo fracassarão, até a derrota final da reação.
Os fascistas que procuram sufocar por todos os meios a revolução indiana não conseguirão nada além de fazer a voz desta última se espalhar por todo o mundo. O grito de guerra do Camarada Basavaraj ressoa pelo mundo. A decisão dos comunistas de cerrar fileiras com o PCI (Maoista) é a maior prova disso.
Bombardear os quartéis‑generais do revisionismo!
O Presidente Mao nos ensinou que só combatendo o revisionismo é possível desenvolver as forças da revolução. Isso porque, ao nos confrontarmos com novas tarefas da revolução mundial, é necessário elevar a luta entre o Marxismo-Leninismo-Maoismo e o revisionismo em todas as suas formas. Hoje, ao celebrarmos o 60º aniversário da GRCP, devemos reafirmar nossa luta contra a restauração capitalista na China, elevando nossa luta contra o revisionismo do falso “PCCh”. O revisionismo de Xi Jinping representa uma das principais variantes do revisionismo, um dos principais perigos para o movimento proletário internacional e o movimento de libertação nacional e deve ser ferozmente combatido em todas as frentes.
O revisionismo de Xi Jinping faz parte da corrente contrarrevolucionária no mundo, que usa falsas bandeiras vermelhas para combater o desenvolvimento das duas correntes da revolução mundial. Xi Jinping é um fiel seguidor do caminho de Deng Xiaoping, definido em 1988 como “passar da luta de classes para a produtividade, do isolamento para a abertura”. Os social‑imperialistas chineses são socialistas nas palavras e imperialistas nos fatos.
O papel da China social‑imperialista e da Rússia imperialista em conflitos recentes mostra sua natureza. A soberania síria foi vendida num acordo entre os imperialistas russos e os norte‑americanos, entregando o país aos senhores da guerra, mercenários pró‑imperialistas salafistas, em troca de seus interesses na Ucrânia. Mostrou‑se como, em colusão e disputa, a Rússia serviu a soberania chinesa em bandeja aos imperialistas ianques.
Na Palestina, ao mesmo tempo em que o Frente de Resistência Nacional trava uma feroz guerra contra a ocupação e o genocídio perpetrado por israel, os social‑imperialistas chineses fortalecem suas relações como o segundo parceiro socioeconômico de israel e o primeiro destino de suas exportações. Por meio de seus agentes, incentivam a capitulação e o caminho burocrático representado pela falsa “Autoridade Palestina”.
Os social‑imperialistas chineses, enquanto fazem declarações “suaves” contra a guerra de agressão, nos bastidores negociaram a soberania desses países e os interesses do Povo em troca de acordos por seus próprios interesses econômicos. Para desviar o movimento anti‑imperialista do caminho revolucionário, os revisionistas seguidores de Xi Jinping tentam ressuscitar as mal chamadas teorias “terceiro‑mundistas”, teorias do “Sul Global”, os BRICS, etc. Nisso, contam com a ajuda de velhos Partidos revisionistas por todo o mundo. Esta é uma contracorrente que busca enfraquecer e desviar o movimento de libertação nacional para servir aos interesses dos diferentes imperialistas.
Em 1966, no início da GRCP, o Presidente Mao definiu o revisionismo como o abandono da luta contra o inimigo. Essa é a essência do revisionismo moderno. Esse é o espírito difundido pelo revisionismo de Xi Jinping, o espírito da capitulação na luta contra o imperialismo e a reação.
O Presidente Mao declarou que o proletariado tem um futuro brilhante e que os revolucionários são otimistas proletários; esta é uma questão ideológica de grande importância. Superar o velho com o novo é uma lei geral e inviolável do Universo. O pessimismo é uma expressão do revisionismo, reflete uma ideologia não proletária, oposta ao materialismo dialético, é a antessala da capitulação e da liquidação, e deve ser varrido de nossas fileiras.
A camarilha revisionista, capitulacionista e traidora de Sonu na Índia e seus seguidores no MCI são leais porta‑estandartes do pessimismo, da capitulação, da falta de confiança nas massas, no Partido e na revolução. Para eles, não são as massas, mas os imperialistas que são todo‑poderosos. Não lhes interessam os interesses e o destino das massas, do proletariado e do povo; o único que preenche seus corações e mentes é o individualismo.
Seu espírito é o oposto do dos verdadeiros dirigentes do PCI (Maoista) como o Camarada Basavaraj, que armou o Partido com o espírito de combater o inimigo, com valentia, dando exemplo de sacrificar a própria vida pelo Partido e pela Revolução. Defendendo o caminho da Guerra Popular, o Camarada Basavaraj declarou que “o EGLP deve tornar‑se um exército vermelho invencível que ouse destruir o inimigo, revelando seu verdadeiro valor. A Guerra Popular travada por tal exército vermelho dirigido pelo Partido é invencível.”
Além disso, o Camarada Basavaraj destacou — e provou com sua própria vida — que: “é extremamente necessário lutar com coragem, valor e sacrifício para defender nosso Partido, o EGLP e os órgãos de poder popular dos ataques do inimigo, para conseguir novas vitórias, avançar por saltos e infligir mais perdas ao inimigo. Portanto, nossa ofensiva contra o inimigo deve estar sempre cheia de ódio de classe, coragem e determinação. Devemos entender que não é possível alcançar nosso objetivo político e materializar os interesses do povo sem sacrifício.”
Todos os comunistas do mundo devem combater o capitulacionismo de Sonu e encarnar o audaz espírito do Camarada Basavaraj e de várias dezenas de dirigentes e de incontáveis massas que sacrificaram suas vidas pela revolução. Ao sacrificar sua vida pelo Partido e pela Revolução, o Camarada Basavaraj não permitiu que a ideologia do proletariado e do Partido fosse manchada, conquistando uma vitória completa do PCI (Maoista) contra o revisionismo e a capitulação e, assim, uma vitória para todo o MCI.
Xi Jinping reabilitou Li Shaoshi, o “Khrushchov chinês”, para impulsionar a propaganda da “transição pacífica”, da “coexistência pacífica” e da “competição” pacífica, substituindo a luta contra o imperialismo e a luta de classes pela podre “teoria das forças produtivas”. Assim como a LOD no Peru e Prachanda no Nepal, a camarilha de Sonu na Índia defende a negação da Revolução de Nova Democracia, a negação da fase da Revolução Agrária e da necessidade de destruir a base semifeudal em países semicoloniais, quando afirma que “a semifeudalidade já foi superada” como “resultado da dominação imperialista”.
O Camarada Basavaraj nos ensinou que os comunistas devem mobilizar militarmente os camponeses em grande escala numa revolução armada para resolver plenamente a questão da terra; esta é a condição básica mais essencial e a pré‑condição para derrotar todos os inimigos e completar a Revolução de Nova Democracia. Essas são verdades que devem ser firmemente empunhadas por todos os comunistas.
Ainda há partidários encobertos das ideias de Sonu nas fileiras do MCI, vergonhosos seguidores de Avakian, Prachanda, da LOD e de Xi Jinping. Vestem‑se de bandeiras vermelhas para fazer proclamações “contra o imperialismo e em defesa da Guerra Popular na Índia”, mas não combatem realmente o imperialismo na prática e se recusam a nadar contra a corrente. Esses senhores não perdem uma única oportunidade de se pronunciarem contra o sectarismo em defesa da “unidade”, mas ao mesmo tempo atacam ferozmente qualquer um que não aceite seu “papel dirigente”, intrigando e conspirando com traidores conhecidos e delatores, e buscando união com a “residência de idosos da caridade ideológica” representada pela revisionista ICOR. São os mesmos que, embora lancem palavras duras contra o imperialismo, há muito se renderam à burguesia imperialista nos países imperialistas (o que inclui também a sua “própria burguesia”), e pregam o social‑chovinismo e o social‑patriotismo. Esta é a quinta coluna contra o MCI e a Revolução Mundial que deve ser desmascarada.
O revisionismo é o perigo principal para o MCI; é uma contracorrente que busca entorpecer as lutas contra o imperialismo e desviá‑las do conteúdo revolucionário, dividindo as duas correntes da revolução mundial.
Devemos aprender e aplicar o que o Presidente Mao definiu sobre a estratégia e tática da revolução mundial para a época atual: Marxistas‑Leninistas‑Maoistas de todos os países, uni‑vos! Povos revolucionários de todo o mundo, uni‑vos e derrotai o imperialismo, o revisionismo contemporâneo e todos os reacionários! Assim, o movimento de libertação nacional se une ao movimento proletário internacional e essas duas forças impulsionam o desenvolvimento da história mundial.
A revolução proletária assume uma forma nacional, mas em sua essência é internacional. A revolução em cada país se desenvolve como parte inseparável da Revolução Mundial. A LCI reafirma seu juramento de continuar removendo céus e terras para avançar na tarefa principal de colocar o Maoísmo como comando e guia da Revolução Proletária Mundial, reunificando o MCI e avançando na construção de uma organização internacional do proletariado, no caminho de reconstituir a grande Internacional Comunista, exemplo indispensável do movimento comunista para golpear o imperialismo em cada parte do mundo como um único punho de ferro.
Viva o 60º aniversário da Grande Revolução Cultural Proletária!
Bombardear os quartéis‑generais do revisionismo!
Viva o Marxismo‑Leninismo‑Maoismo!
Viva a Liga Comunista Internacional!
Abaixo o imperialismo! Viva a Guerra Popular!
Liga Comunista Internacional
1º de Maio de 2026