PCI (Maoista) denuncia a traição revisionista do ex-porta-voz oficial do CC

Nota do blog: O CC do Partido Comunista da Índia (Maoista) – PCI (Maoista), através de seu novo porta-voz, denunciou publicamente a traição de Sonu (Venugopal) que usurpou o nome da direção central para emitir um pronunciamento de conteúdo exclusivamente de sua posição pessoal oportunista de direita capitulacionista revisionista, anunciando a suspensão da guerra popular e convocando os dirigentes, quadros e militantes do Partido, os mandos e combatentes do EGPL e as massas revolucionárias a depor as armas.

Este traidor descarado, com toda a repercussão da imprensa reacionária, afirmou em comunicado intitulado “Apelo ao povo revolucionário”, que “em vista da nova situação internacional e nacional, e em vista dos apelos feitos pelo primeiro-ministro, pelo ministro do Interior e pelos principais oficiais da polícia para depor as armas e unir-se à ‘corrente da vida’, decidimos por depor as armas”. Tentando justificar-se na autoridade do camarada Basavaraj, secretário-geral do PCI (Maoista), o qual recentemente sacrificou heroicamente sua valorosa vida combatendo de armas na mão até a morte num cerco das forças militares da odiosa reação indiana, disse que sua vergonhosa e miserável capitulação foi parte dos esforços do chefe do partido. Disse ainda que “pelo menos agora, a única tarefa que resta ao Partido é colocar fim à prática dogmática da linha de guerra popular prolongada e da luta armada independentemente de circunstâncias e de tempo, e esforçar-se para tornar a revolução indiana vitoriosa numa linha adequada às condições da Índia e da época”.

Assim, Venugopal, o traidor Sonu, se soma à lista putrefata de traidores da guerra popular aplastados pelo PCI (Maoista). A sua verborragia de condenação do “dogmatismo” da linha revolucionária da guerra popular, caminho eleito e praticado pelo PCI (Maoista), nada é senão a sua hostilidade ao maoismo que se funde às massas camponesas e operárias na luta de classes pelo Poder político, que golpeia duramente as forças reacionárias locais de grandes latifundiários e grandes burgueses comprador-burocráticos e do imperialismo estrangeiro, e o fazem para professar seu maoismo de retórica e de cátedra. Como denunciou o CC do PCI (Maoista), Sonu também pretende a via legal, no caso, a do cretinismo parlamentar.

Já denunciamos nessa tribuna a capitulação covarde do também ex-membro da direção do PCI (Maoista), “Balraj”, que afirmava, com toda pompa, que era preciso abandonar a via da guerra popular e fundamentava o seu desejo de se render com sua caduca crítica ao “dogmatismo”, ao “subjetivismo”, ao “militarismo” e ao “ocultismo” do PCI(Maoista). Não é a mesma e bolorenta acusação de sempre dos revisionistas contra os marxistas e defensores da guerra popular tais como Avakian, Prachanda e a LOD do Peru que cacarejam “dogmatismo”? Por acaso não foi o que grunhiu o mestre de todos revisionistas modernos, Kruschov, no encontro de Partidos Comunistas e Operários em Moscou, 1960, ante a contundente defesa do marxismo-leninismo e da luta armada pelo Presidente Mao, de que o dogmatismo era o principal perigo para a revolução? E qual foi a pronta resposta do grande Timoneiro senão a de que se faz necessário “combater o oportunismo de ‘esquerda’ e de direita, o dogmatismo e o subjetivismo, mas o perigo principal para a revolução proletária segue sendo o revisionismo”?. “Balraj”, mais empenhado na capitulação que Sonu até então, chegou mesmo a elaborar uma curiosa crítica à “militância exacerbada” exigida no PCI (Maoista) – uma forma oculta de atacá-lo como seita. Sonu, por seu turno, resume tudo isso no “extremismo”, acusa o PCI (Maoista) de “esquerdismo” por seu apego à guerra popular. “Balraj” dissera, também, que “não é possível fazer trabalho de massas na clandestinidade”, para logo levantar a bandeira da legalização do trabalho revolucionário, e tentar argumentar que os golpes sofridos pelo PCI (Maoista), nos quais se apoia também Sonu para apelar à capitulação, se devia a que o PCI (Maoista) “não está dando a devida importância ao trabalho de massas” e que “a linha militar está dominante no Partido”. “Balraj” chegou a afirmar que, no PCI (Maoista), veja, “não há espaço para a luta interna” – e Sonu, como “Balraj”, também preferiu sair, trair o Partido, jogar pela sua divisão, pela sua liquidação, com a choraminga dos covardes, antipartido, mentirosos, de que não há nada que se possa fazer dentro da luta de duas linhas, quando, na realidade, o que não quer mesmo é fazer a revolução.

Na ocasião da traição de “Balraj”, chegamos a repercutir o artigo da revista Nazariya que, com clareza, asseverou sobre aquele revisionista, e que vale tal está dito também para Sonu:

Balraj sabe muito bem que um partido revolucionário precisa ser clandestino desde o primeiro dia de sua formação, porque sem funcionamento secreto, tal ‘partido’ será destruído pelo inimigo. Portanto, esse desígnio não se baseia na concepção ideológica, política e organizativa, mas na frustração subjetiva e individualista decorrente da incapacidade de Balraj de levar a cabo a árdua tarefa do funcionamento clandestino. É resultado da própria degeneração política de Balraj, de seu fracasso em estar à altura da situação e de dirigir a guerra popular na clandestinidade, em qualquer uma das regiões estratégicas onde ele seja demandado pelo povo e pela causa. Devido às limitações pequeno-burguesas, ele está tentando elaborar uma teoria que melhor se adapte à sua própria comodidade de classe e às condições criadas pela sua insuficiência de sua luta interna. (…) Eles, em vez de apresentarem suas divergências dentro dos organismos do Partido, escolheram circular por toda parte propagando sua linha revisionista. Em nome da liberdade de debate, o Partido não pode permitir que se destile veneno contra sua linha de maneira mais oportunista a fim de levar adiante a faina dos revisionistas modernos. A questão do espaço para debate se revela como uma conspiração para enfraquecer a unidade do partido e facilitar a ofensiva da classe dominante.”

A traição do novíssimo revisionista Sonu, como de resto todas as demais traições, apenas fazem fortalecer o processo revolucionário na medida em que ele é aplastado e o Partido se depura, aumentando sua forja comunista de aço. Os maoistas indianos sairão mais fortalecidos, porquanto elevem a luta contra a linha, posições, critérios e opiniões de Sonu e sua camarilha, ligando-a à luta de duas linhas internacional em defesa e pela aplicação do maoismo, da guerra popular e pela Revolução Proletária Mundial.

Publicamos, a seguir, o pronunciamento traduzido do CC do PCI (Maoista) para seu conhecimento.

Repelir a traição liquidacionista e revisionista da ratazana Sonu!

Viva o Partido Comunista da Índia (Maoista)!

Viva a Guerra Popular na Índia!

*O artigo publicado em DAZIBAO ROJO sem assinatura, dá conta de que Vikalp (o novo Abhay porta-voz oficial do CC) teria sido assassinado pela polícia num falso encontro junto a mais outra liderança de alto escalão do PCI (Maoista), antes mesmo de a nota chegar à imprensa, o que levanta suspeitas sobre o envolvimento do traidor Sonu.

Editorial – Servir ao Povo


Partido Comunista da Índia (Maoista)

Comunicado de Imprensa do Comitê Central 20 de Setembro de 2025

Não é nossa política trair os interesses do povo ao entregar as armas ao inimigo e aderir à vida comum [N.T.: “join people’s life stream”]. Nosso dever é continuar a luta de classes – a guerra popular para avançar o movimento revolucionário de acordo com a situação social modificada. Desde 17 de Setembro, um comunicado à imprensa publicado por membro do nosso Birô Político (BP), Camarada Sonu sob o nome de Abhay, seu arquivo de áudio, e um apelo ao povo revolucionário, circulou amplamente de forma impressa, eletrônica e na mídia digital. “Em vista da situação doméstica e internacional modificadas, e em vista dos apelos sendo feitos pelo Primeiro Ministro, o Ministro do Interior, e do comando dos oficiais de polícia a que se entregue as armas e se junte à vida comum, nós decidimos entregar as armas”, ele anunciou. Ele também disse que isso é parte dos esforços feitos pelo último Secretário-Geral do nosso partido, Amarudu Camarada Basavaraj por conversações de paz. Esta declaração feita pelo Camarada Sonu é sua decisão pessoal. Nosso Comitê Central, Birô Político e o Comitê Zonal Especial de Dandakaranya rejeitam completamente e condenam esta declaração feita por ele. As situações doméstica e internacional modificadas não sugerem abandonar a luta armada. Em contraste, elas acentuam a necessidade de continuar a luta armada. A exploração e opressão imperialistas das raças oprimidas e povos nos países atrasados se tornam mais e mais intensas. Nos países capitalistas e imperialistas, a classe capitalista está intensificando ainda mais a exploração e opressão da classe operária e do povo de classe média em nome de “medidas de austeridade”. As classes exploradoras nestes locais estão implementando o fascismo e o racismo. Tudo isso é resultado da crise econômica e política do imperialismo que está se intensificando dia a dia. Em nosso país, grandes corporações estrangeiras e locais pertencentes aos imperialistas e aos capitalistas especuladores-compradores estão intensificando a exploração e opressão em todos setores da vida social, incluindo a agricultura, indústria e serviços. Com isso, as amplas massas (classes oprimidas, grupos sociais oprimidos, raças oprimidas) em áreas urbanas, planícies e florestas estão ressaltando a necessidade de aumentar e intensificar a luta de classes contra a aliança das classes imperialistas de especuladores-compradores, capitalistas autocráticos e latifundiários. O governo central e estaduais fascista Hindutva-Brahmânico RSS-BJP estão fazendo salientar a necessidade de resistir aos ataques fascistas sendo levados a cabo contra as amplas massas do país em todas esferas da vida social. A desigualdade social e econômica está crescendo de maneira aguda em todo mundo e em nosso país. Nem em nosso país, nem no mundo, os problemas diários do povo, nem os problemas fundamentais, estão sendo resolvidos. Nesta situação, a situação atual em nosso país e no mundo ressaltam a necessidade de continuar a luta armada enquanto se coordena a luta e suas formas de estruturas legal e ilegal, aberta e secreta. A declaração do Camarada Sonu de que o desarmamento era parte dos esforços feitos pelo nosso Secretário-Geral, o último Camarada Basavaraj (BR), por conversações de paz, é uma distorção dos fatos. Embora o Camarada Basavaraj anunciou em sua declaração de 7 de Maio que ele discutiria o desarmamento com o grupo do núcleo, ele logo percebeu o erro na sua declaração e, uma vez que o governo central e estaduais estavam continuando a guerra Kagar enquanto ignoravam a menção de conversações de paz feitas por nosso partido, ele chamou a todo o partido, o EGPL e o campo revolucionário a abandoná-las [N.E.: as conversações de paz] e resistirem à guerra ‘Kagar’. É sob seu guia que hoje o partido, o EGPL e todo campo revolucionário país afora está resistindo à guerra ‘Kagar’ o melhor que podem de formas legais e ilegais. O Camarada Sonu deliberadamente distorceu este fato. A distorção maliciosa é vil e condenável. As opiniões dos membros do partido e de comitês do partido em vários níveis nesta questão de entregar armas e aderir à vida comum são [N.T.: frase interminada]

Buscar opiniões [N.T.: sobre a entrega das armas] dos trabalhadores do partido e dos líderes que estão na prisão, coletar opiniões dos simpatizantes revolucionários, forças e organizações de esquerda, democráticas e progressistas, é um plano maligno para rachar o partido. Exigimos que o Camarada Sonu abandone este plano. Fazemos um chamado às organizações públicas, membros do partido, comitês do partido em vários níveis, líderes do partido, membros do partido [sic], simpatizantes revolucionários, forças e organizações de esquerda, progressistas e democráticas, que estão na cadeia, para reverterem este plano. [Ao] dizer que o movimento revolucionário indiano foi derrotado, o Camarada Sonu afirmou em sua declaração intitulada ‘Apelo ao Povo Revolucionário’ que a razão para isso foram os erros do errantismo [NT: ‘camel-riding’, trad. livre ambulante, andarilho etc.] extremista seguido pelo partido. Se ele achava que o partido adotou táticas extremistas, era sua responsabilidade como membro do Politburo continuar no partido e trabalhar para corrigi-los. Mas ele decidiu abandonar seu método revolucionário e aderir à vida comum. “Ao menos agora, a única tarefa remanescente para o partido é pôr um fim à sua prática dogmática da linha de guerra popular prolongada, da luta armada independentemente de tempo e circunstâncias, a linha Chinesa, a linha Russa, e por se esforçar por fazer a revolução Indiana vitoriosa numa linha adaptável às condições da Índia e da época”, afirma ele na declaração ‘Apelo ao Povo Revolucionário’. Se caminho seguido pelo partido era dogmático, ele poderia ter planteado um caminho alternativo e travado a luta de duas linhas no partido. Ele não estava preparado para isso. Rejeitar a luta armada e declarar um cessar da luta armada seria enganar os quadros do partido e o povo. De acordo com a teoria Marxista-Leninista-Maoista, a tarefa central da revolução é tomar o poder. Para isso, vamos travar a luta armada com uma força armada. Seja na linha da guerra popular prolongada, ou na linha da rebelião universal, é pela força armada que as classes oprimidas derrubam as classes exploradoras e tomam o poder. Uma vez que nosso país é um país semicolonial e semifeudal, nosso partido pratica a linha da guerra popular prolongada que toma o poder região por região. Portanto, decidir entregar armas e ir a conversações de paz é contrário à teoria do Marxismo-Leninismo-Maoismo e nossa linha política-militar. Abaixar as armas significa entregá-las ao inimigo, render-se ao inimigo. Render as armas ao inimigo e cessar a luta armada em nome de um cessar-fogo temporário significa que o partido revolucionário se tornará um partido revisionista. Render as armas ao inimigo significa trair os mártires e as amplas massas do país (classes oprimidas, grupos sociais oprimidos, raças oprimidas). É um revisionismo moderno descarado e traição revolucionária [sic]. Portanto, exigimos que os membros do partido, comitês partidários em todos níveis, membros do partido na prisão, líderes partidários e simpatizantes revolucionários condenem firmemente a traição revolucionária [sic] de Sonu, que se prepara para se entregar ao inimigo entregando as armas a ele. Se ele e seus seguidores querem se entregar ao inimigo, podem se entregar, mas eles não têm a autoridade para entregar as armas do partido ao inimigo. Por isso, exigimos que entreguem-nas ao partido. Se não fizerem amigavelmente, enviaremos o EGPL para tomá-las. Seria uma fraude para ele declarar cessar-fogo temporário, uma vez que rejeita a luta armada e que o caminho que quer seguir é o caminho parlamentar. Por isso, seria um neo-revisionismo estilo Prachanda. Nesta situação, informamos a vocês que ele não tem autoridade para dar declarações à imprensa em nome de Abhay. O Comitê Zonal Especial de Dandakaranya (DK CZS) concorda completamente com este comunicado publicado pelo Comitê Central. Chamamos a todos membros do partido, comitês partidários e comandos em todos níveis de DK para levarem este comunicado a todas associações públicas em Dandakaranya, a todas outras estruturas locais e ao povo para fazer esforços políticos e estruturais para estabelecer firmemente as estruturas públicas e populares no movimento revolucionário. Declararemos que nosso partido está pronto para conversações de paz. Apelamos a toda sociedade civil e o todo povo a construírem um movimento popular em escala nacional para fazer pressão no governo central e estaduais para que aceitem conversações de paz. Numa situação em que nosso partido, o EGPL, e todo o movimento revolucionário estão sofrendo sérias perdas devidas à guerra contrarrevolucionária, render-se ao inimigo e fazê-lo com medo dos seus ataques seria uma traição ao povo e aos mártires. Nosso dever é rejeitar a traição e continuar a luta de classes-guerra popular de acordo com as condições sociais modificadas, para ajudar a avançar o movimento revolucionário que está por trás. Revezes e derrotas no movimento revolucionário são temporárias. A vitória decisiva pertence ao povo. A luta de classes ocorre por milhares de anos por uma sociedade em que ninguém nesta terra possa roubar o outro. Esta luta de classes é a grande vitória. A revolução tem passado por uma série de derrotas e de vitórias finais. A vitória final desta grande jornada é o estabelecimento do socialismo-comunismo na terra. Para isso, nosso dever-nosso caminho é continuar a luta de classes-guerra popular em nosso país e no mundo sem medo dos revezes e das derrotas do movimento revolucionário.

Com saudações revolucionárias,

Representante Abhay Comitê Central do Partido Comunista da Índia (Maoista) Vikalp Representante do Comitê Zonal Especial de Dandakaranya do Partido Comunista da Índia (Maoista).