Nota: Publicamos tradução de um documento que retrata a cronologia da resistência feroz ao genocídio de junho de 1986 nas prisões de El Frontón, Lurigancho e Callao, as Luminosas Trincheiras de Combate (LTC), onde centenas de combatentes da Guerra Popular no Peru, dentre militantes, guerrilheiros e massas, firmemente sujeitos à direção do Partido Comunista do Peru (PCP) e à chefatura do Presidente Gonzalo, resistiram feroz e heroicamente aos sinistros planos do governo oportunista, aprista e fascista de Alan García Pérez, naquele que ficaria conhecido como o maior crime de extermínio contra prisioneiros políticos e de guerra na história recente da humanidade.
O dia 19 de junho de 1986 tornou-se marco de heroísmo, valor e coragem, sendo celebrado pelos comunistas e revolucionários de todo o mundo como o Dia da Heroicidade. Este documento retrata hora a hora a heroica ação dos prisioneiros de guerra, mobilizados de antemão pelo Partido para manter-se vigilantes e resistir ferozmente e de armas na mão à já prevista nefasta ação genocida do velho Estado burocrático-latifundiário peruano.
O proletariado internacional, os povos oprimidos e as massas populares de todo o mundo vertem diuturnamente seu generoso sangue na luta contra a exploração e a opressão e nas lutas de libertação nacional e anti-imperialistas. Os comunistas do mundo, os melhores filhos do povo gerados pelas massas e como parte do destacamento de vanguarda do proletariado internacional, dão frequentemente exemplos gloriosos de heroicidade revolucionária, assim como o é, por exemplo, nos luminosos faróis das Guerras Populares no Peru, na Índia, na Turquia e nas Filipinas. Na Índia, recentemente, caiu em combate o Camarada Basavaraj, Secretário-Geral do Partido Comunista da Índia (Maoista), junto a outros 27 combatentes maoistas, a cuja memória imortal também dedicamos essa série de publicações por ocasião do Dia da Heroicidade.

Cronologia do genocídio de junho de 1986
Luminosa Trincheira de Combate de El Frontón
17/06
22h00 – Todos os aparatos já estão cientes do dia e da hora da ação. Estavam bem coesos com uma única decisão de desatar uma resistência feroz, de que dali só os retirariam mortos, pois a moral da classe estava em jogo e deveria ser defendida até o último suspiro de vida, decisão unânime dos comunistas e combatentes das Luminosas Trincheiras de Combate (LTC). Com essa moral elevada ao tope, dispostos a assumir quaisquer fossem as circunstâncias o custo a pagar, pois o plano era justo e correto, e todos os preparativos haviam sido cumpridos.
– Forma-se o grupo de vigilância noturna.
18/06
5h00 – Tomam o café da manhã.
5h30 – Os destacamentos ocupam seus postos.
6h00 – Tomada de reféns. Entram 8 guardas republicanos (GR) e 2 funcionários penitenciários. O destacamento encarregado cumpre exitosamente sua tarefa, capturando 3 GR, 3 FAL, 1 metralhadora e 1 revólver. Durante a ação, os GR que haviam escapado ferem mortalmente um dos reféns. A ação durou três minutos.
7h00 – Atrincheiramento.
– O Partido coesiona, a primeira parte foi bem cumprida. Agora, é esperar a resposta: ou o governo entra para negociar, ou entra para o genocídio; os combatentes estão dispostos a tudo, otimistas e com alta vigilância, preparando seus meios. Também se cuidam e mobilizam os reféns, aplicando a política de reféns do Partido.
8h00 – A GR faz um reconhecimento e se posiciona no tanque de água.
– Uma lancha com 4 GR sai em direção a Callao.
11h00 – Através do rádio, ouvem o sucesso da ação nas outras duas LTC. Há júbilo, o início está garantido.
– A lancha retorna com civis; veem-se dois deslizadores com civis e uniformizados.
– Agitam consignas e cantam canções revolucionárias.
12h00 – Uma centena de GR chega ao Frontón.
13h00 – O governo, por meio do Ministro do Interior, torna público o Comunicado n.º 1.
14h00 – Movimentos por parte da Marinha, lanchas e deslizadores, helicópteros da Marinha e do Exército sobrevoam a Ilha do Frontón.
– Os combatentes agitam. Cada destacamento permanece atento e vigilante.
14h50 – Chega a Comissão de Paz. Esperam pelo megafone.
15h20 – Desembarcam 25 homens da Força de Operações Especiais da Marinha.
15h30 – A Comissão de Paz não entra no Pavilhão Azul e, pelas grades, com megafone, diz que “querem resolver o problema pacificamente e salvar a vida dos reféns”, outro membro disse “e também a dos prisioneiros”. Porém, nenhum deles conversou com os prisioneiros ou os ouviu.
– Aproximam-se do Pavilhão o diretor do presídio, o Juiz de Execução Penal e o Procurador Provincial de Callao, que conversam com os detidos. Os delegados mencionam a necessidade da presença dos familiares, advogados e autoridades para formar uma Comissão Unitária. O juiz e o procurador aceitaram e se comprometeram, dizendo que “iriam interceder para que os pedidos fossem atendidos e para que os familiares e advogados dos internos estivessem presentes”. Também pediram para falar com os reféns, o que foi permitido, constatando seu bom estado. Além disso questionaram o que a Marinha estava fazendo ali, e eles responderam que não poderiam entrar sem autorização do diretor do presídio; entregaram o documento. Tudo isso durou 10 minutos.
– O juiz, o procurador e o diretor do presídio se dirigem às dependências administrativas e encontram o Vice-Ministro do Interior, Agustín Mantilla, acompanhando de um contingente das forças especiais da GR, e ele lhes disse “que, a partir daquele momento, por estar Callao em Estado de Emergência e por ordem superior do Comando Conjunto das Forças Armadas (FFAA), tomava o controle do presídio e, de agora em diante, o Comando Conjunto tomaria as decisões sobre como se trataria os internos do Pavilhão Azul”. Posteriormente, o Vice-Ministro disse que tinha ordens superiores para desalojar os internos amotinados, de qualquer maneira, e que contava com o apoio da Marinha de Guera, além de ter sido instruído para não entrar em negociações. O diretor do presídio, diante da intervenção da GR e da Marinha, que, sem permissão ou autorização, desconsiderando todos os dispositivos legais que o autorizam, visto ser o diretor do presídio e a máxima autoridade, se eximiu da responsabilidade pelos graves acontecimentos, como perda de vidas, massacre e outros que poderiam ocorrer. Nesse momento, o operador de rádio informou que foi comunicado de “Austrália” para “deixar toda a situação a cargo do Comando Conjunto, que se encontra presente para execução selvagem”.
16h00 – Os combatentes compreenderam que a tal Comissão de Paz era uma cobertura para justificar o genocídio e que estava desempenhando um papel sinistro.
16h30 – Os fuzileiros navais tomam posições ao redor do Pavilhão, se abrigando nos andaimes e atrás das paredes; simultaneamente, um helicóptero sobrevoava a área.
– Um companheiro disse: “Todos aos seus postos! Ao primeiro miserável que entrar, aniquilá-lo, ninguém abandona seu posto; se quiserem entrar, já sabem, vão ao homem e à arma; se morrerem, morram no seu posto de combate!”
17h00 – Inicia-se o 1º ataque. Começa o fogo pesado de fuzis, metralhadoras, bazucas, granadas; depois, retumbam as primeiras explosões com TNT colocadas por um comando de demolição da Marinha, “foi um bombardeio típico de uma guerra convencional”. “Os combatentes agitavam: ‘Viva o Presidente Gonzalo!’, ‘Viva o Partido Comunista do Peru!’, ‘Viva o marxismo-leninismo-maoismo!’”. A direção se posicionou no lado B, setor 3, segundo andar.
18h00 – Combatentes ferem um marinheiro. O fogo se generaliza. Calcula-se que participaram 3 patrulhas de fuzileiros navais, além dos GR, e 5 helicópteros de artilharia da Força Aérea; atuaram comandos das unidades de demolição e anfíbias da Marinha de Guerra.
18h30 – Cai o primeiro combatente morto.
19h00 – Uma forte explosão destrói o setor 4 do segundo andar do Pavilhão Azul. O barulho é ensurdecedor, estavam demolindo pela retaguarda para reduzir o local. A resistência se maninha firme, não se ouvia gritos de dor ou reclamações, alguns combatentes incentivavam uns aos outros, continuaram as agitações, dizendo: “Morte à Marinha! Genocidas!” Os combatentes respondiam com dardos, flechas, bestas, estilingues e com as armas de fogo capturadas; como proteção, alguns usavam coletes de latão. Das trincheiras e túneis, disparavam contra os marinheiros.
– O confronto armado teve momentos espetaculares. Os explosivos lançados contra o Pavilhão Azul não causaram grandes danos, sendo necessário o uso de poderosas cargas de demolição para abrir buracos nas paredes, por onde lançavam bombas de gás lacrimogêneo. Os combatentes fecharam os buracos com catres retorcidos e as agitações não cessavam durante a investida; a resistência prosseguiu, o TNT foi utilizado em alguns destacamentos.
20h00 – O inimigo ficou sem munição; houve uma pausa no fogo para retornar à guarnição e reabastecer. Os combatentes permaneceram em seus postos, revisaram seu contingente, feridos, baixas e meios; os comandantes discutiam o plano com otimismo.
20h30 – Retornaram e atacaram com bombas de gás lacrimogêneo, uma forte explosão derrubou uma parede e parte do teto. Um grupo de ataque da GR tentou penetrar pela brecha, mas foi repelido. Os combatentes, sem parar de entoar consignas, fizeram detonar um “queijo russo” e dispararam ocasionalmente flechas e até pedras. O inimigo lançou granadas e continuou disparando, um a um, os combatentes caíam com o punho em riste, dando vivas ao Presidente Gonzalo. O grupo de ataque da GR não conseguiu entrar no Pavilhão Azul.
21h00 – Os combatentes queimam documentos e papéis por ordem dos comandantes. Atacam com morteiros, bazucas, e bombardeiam o teto com foguetes; os marinheiros jogam gasolina no Pavilhão e o incendeiam, mas os combatentes contra-arrestam a situação misturando gasolina com água e se retiram para o corredor e para a cozinha.
00h00 – Os disparos já são intermitentes. O camarada Alejandro é ferido. Envia-se um destacamento para entrar nos túneis com a ordem de sair pelos respiradouros e lançar dinamite contra os marinheiros.
– Comunicado n.º 3 do Comando Conjunto.
19/06
1h30 – Intensificam-se os disparos, lançam sinalizadores, bombas de gás lacrimogêneo e bombas incendiárias; os combatentes apagam as bombas incendiárias e devolvem as granadas.
3h00 – O ataque foi suspenso com o intuito de ser reiniciado ao romper da aurora, chegaram reforços da infantaria da Marinha com provisões. A direção [partidária] pensou na possibilidade de que o genocídio tivesse chegado ao seu limite. Duas lanchas saem para Callao, viram em direção a San Lorenzo.
4h30 – Aparecem 3 lanchas em San Lorenzo e comunicam à direção, que disse: “Então já chegou também, preparem-se camaradas, companheiros!”
5h00 – Reinicia-se o ataque (2º ataque) com bazucas e canhões, que eram posicionados nas grades; ocorreram mais de 30 explosões, destruindo as paredes do Pavilhão Azul, fazendo buracos, e ambos os lados puderam se ver frente a frente. Isso dificultou a resistência, mas os combatentes persistiram e continuaram atirando.
9h00 – Um grupo de marinheiros, acompanhado por um oficial, chegou a entrar por um dos buracos. O oficial caiu morto. Os corpos dos combatentes estavam espalhados, mas os sobreviventes continuaram lutando até quase 11h30, repelindo o grupo.
11h00 – Os combatentes fazem um buraco na parede que dá para o corredor do segundo andar. Os camaradas da direção davam vivas ao Presidente Gonzalo, ao marxismo-leninismo-maoismo, ao pensamento-guia, ao Partido Comunista do Peru, à Guerra Popular e gritavam: “Honra e glória aos camaradas e combatentes!”
– No meio da manhã, chegou por rádio a ordem de Alan García Pérez, instando que se fizesse o possível para favorecer a rendição dos sobreviventes. Pouco depois chegou o Vice-Almirante Nicolini, que retirou a ordem de García. Em seguida, chegou Villanueva, a partir de então, o fogo cessava a cada 15 minutos e instavam a rendição.
– Os combatentes ouviram por megafone o pedido para que se rendessem, a fim de evitar mais derramamento de sangue. A resposta foi: “Filhos da puta, genocidas, vão se foder!” Fizeram uma pausa e, em seguida, os disparos continuaram. Isso durou até por volta de 13h00. Os combatentes estavam agrupados na cozinha, prontos para o combate corpo a corpo, caso os marinheiros entrassem; o camarada Alejandro deu vivas ao Presidente Gonzalo, ao Partido Comunista do Peru, ao Socialismo e ao Comunismo, e gritou: “Honra e glória aos camaradas, companheiros, honra e glória!”
14h00 – Começa um novo ataque com tiros de canhão (3º ataque), fuzis, mais granadas e bombas incendiárias; o alvo era a cozinha, onde estavam os combatentes.
– O camarada Alejandro estava dirigindo a resistência ao ataque da Marinha. Por volta das 14h00 do dia 19, três marinheiros entraram na cozinha do Pavilhão Azul, lançando granadas que mataram alguns combatentes. Imediatamente após, os marinheiros lançaram rajadas de FAL, matando outros combatentes. O camarada Alejandro foi ferido na cabeça e na cintura pelas estilhaças das granadas, e com renovada energia pegou uma bandeira vermelha e ordenou que cantassem A Internacional. Ele deu vivas ao Presidente Gonzalo, à Guerra Popular, ao Partido Comunista do Peru e, com ódio de classe, condenou os genocidas. Nesse momento, foi vilmente assassinado pela Marinha com balas de FAL. Eram 14h30. Seu corpo, junto com o de outros heroicos combatentes, foi sepultado nos escombros do Pavilhão Azul, que havia sido completamente demolido e destruído pela Marinha genocido.
– Outros líderes continuaram agitando e desafiaram os marinheiros: “Disparem, genocidas, filhos da puta! Viva o Presidente Gonzalo! Viva o PCP!” O fogo continuou intenso. O camarada Ignacio disse: “Já, camaradas, companheiros, vamos todos morrer explodidos! Que entranha da reação, desses miseráveis genocidas! Querem que nos rendamos, ninguém vai se render!”
– Recomeçou a carga; mais explosões, granadas e balas. Os marinheiros gritavam: “Rendam-se, caralho! Rendam-se!” O camarada Daniel responde: “Que se renda sua mãe, miseráveis assassinos, genocidas!” As granadas e explosivos caíam, destruindo e fragmentando os corpos de vários guerrilheiros; os combatentes devolviam as granadas e bombas, que estavam prestes a explodir, com latas e tampas de panelas. Ali, morreram vários camaradas. Eram 15h00. O camarada Daniel estava sem as pernas, mas não se queixava. Osvaldo estava gravemente ferido e gritava: “Genocidas, me matem, caralho! Viva o Presidente Gonzalo!” Ele se arrastou em direção ao buraco, à frente das balas, e caiu. Outro camarada, Jorge, foi ferido, mas ainda agitava. Era 16h00.
– Nos ataques à cozinha, muitos morreram. O camarada Felipe, um camponês calmo e sereno, vigiava em pé, entre os outros, e disse: “Eles estão posicionando o canhão, estão nos mirando, vão disparar”. Ele morreu com um tiro. Houve discussões sobre ir para o Pavilhão ou descer. Um camarada da direção disse: “Fiquem aqui, vamos morrer explodidos! Honra e glória, camaradas e companheiros! Viva o Presidente Gonzalo! Viva o marxismo-leninismo-maoismo, pensamento-guia! Viva o PCP! Viva a Guerra Popular! Pelo Socialismo e o Comunismo!”, acrescentando: “Cumprimos a resistência, ficará marcada na história, uma resistência em que se viu de tudo: reféns, enfrentamentos, aniquilamentos, resistência de mais de 20 horas, sem um único grito de dor ou queixa. Nossos inimigos nunca poderão, camaradas, companheiros, a guerra popular é invencível, temos garantia de triunfo: nosso Presidente, servimos ao único, ao maior”. Já passavam das 16h00.
17h00 – O cerco continuava, os marinheiros tentaram entrar por trás, gastaram a última bala e um marinheiro caiu, os demais fugiram corridos; decidiram continuar o cerco com mais disparos de canhão, balas, granadas, explosivos; os marinheiros se aproximaram e disseram: “Vamos tirar os feridos e os reféns!” Responderam: “Primeiro as armas”. Os companheiros jogaram fora os FALs danificados, pediram pelos reféns. Albino se levantou e foi morto, os combatentes que tentaram retirar os reféns foram fuzilados.
– Saíram os prisioneiros do primeiro e segundo andares, eram entre 60 e 80.
– Surpreso, um marinheiro exclamou: “Que resistência, que resistência!”
– Separaram os combatentes em dois grupos, procuravam pelos dirigentes, alguns foram reconhecidos pelos inimigos, fizeram-nos tirar a roupa e depois, em grupos de cinco, foram sendo retirados e fuzilados. Caíram agitando e exaltando o marxismo-leninismo-maoismo, pensamento-guia, o Presidente Gonzalo, o Partido Comunista do Peru, a Revolução; não se calaram nem na agonia. Foram rematados e os cadáveres arrastados para uma trincheira, usada como vala comum, onde entre 30 e 40 combatentes foram colocados, depois jogaram uma granada sobre eles.
18h00 – O Procurador-Geral da Nação chegou ao Frontón e não se encontrou com nenhum prisioneiro político, falando para a televisão estatal.
– Quando o Procurador se foi, a Marinha desencadeou uma poderosa explosão que destruiu completamente o Pavilhão Azul, disseram que usaram o T-4.
– O inimigo forçou os combatentes rendidos a se deitar na pista, perto da administração do presídio. Dos 29 sobreviventes, separaram os mais graves.
– Comunicado n.º 6 do Comando Conjunto.
20h00 – Os 29 sobreviventes foram levados para a Ilha San Lorenzo, foram espancados, torturados e fichados. Durante a tortura, os marinheiros mataram Péter, perguntando-lhe: “Quem é o camarada Gonzalo?” Péter respondeu: “O Presidente do contingente”, e os fuzileiros o mataram. O chefe dos marinheiros disse aos sobreviventes: “São guerreiros da nova democracia, maoistas imperialistas, cães que falam mal da nossa pátria”.
– Cerca de 14 ou 15 sobreviventes foram transferidos para o Hospital Alcides Carrión; a GR retirou-lhes a venóclise. À meia-noite, foram retirados e levados para Canto Grande, onde foram espancados e, depois, colocados na sala de recuperação, sem qualquer tipo de atendimento médico, isolados de suas famílias, advogados e incomunicáveis.
– Não se soube mais dos sobreviventes além dos 29 que ficaram no barco.
– Aos prisioneiros políticos rendidos, os marinheiros roubaram seus relógios e dinheiro.
20/06
– Na Ilha do Frontón, saiu da vala um combatente que não havia morrido no fuzilamento, os marinheiros o levaram para San Lorenzo, ficharam-no e, após levá-lo ao hospital, transferiram-no para Canto Grande.
– O destacamento que estava no túnel com lâminas continuava cavando em busca de uma saída, o túnel foi enterrado pelas explosões e os marinheiros corriam sobre ele, um combatente conseguiu sair vivo. Os marinheiros o renderam e o levaram para uma cela, ameaçando-lhe com fuzilamento. O interrogaram, depois o amordaçaram colocando um pano na boca, reforçado com esparadrapo, colocaram uma jaqueta de marinheiro e um fuzil, dizendo que nem os GR nem os funcionários penitenciários deveriam vê-lo no cais, o jogaram em uma lancha e o levaram a um local em Callao onde o torturaram. Na quarta-feira, 25, o levaram para Canto Grande.
Luminosa Trincheira de Combate de Lurigancho
17/06
– À tarde, o Comitê de Direção realiza reconhecimento.
18h00 – Desenvolve-se o treinamento militar.
20h00 – Reúnem-se os Comitês de Célula, onde é retransmitido o plano sob a orientação política de “esmagar o novo plano genocida!”. O objetivo da ação: cumprimento das Atas, abolição do decreto 24.499 que prevê a transferência para províncias. Uma posição firme é tomada em relação ao conteúdo e reafirma-se a decisão de fazer uma resistência feroz e heroica até o último suspiro de vida.
23h00 – A coesão em todos os aparatos é finalizada. As medidas tomadas são aplicadas com precisão. Documentos mais importantes são guardados, todo o restante é queimado.
– As roupas são embaladas. Os meios são revisados e determina-se dormir com eles. São especificados os turnos de vigilância. Cada destacamento do Exército Guerrilheiro Popular revisa suas tarefas com muita cautela.
18/06
5h00 – A ação começa conforme o plano. Um refém (funcionário penitenciário) é tomado. Em seguida, dá-se a ordem para que todos os combatentes se desloquem para seus postos. O local para o socorro aos feridos é preparado. Sucesso no início.
5h30 – O Partido ordena o atrincheiramento, os combatentes estão entusiasmados. Há um destacamento especial para apoiar a evacuação da direção.
– São levantadas barricadas, o claraboia e as janelas são cobertas com cobertores. A ordem é não mostrar os meios.
8h00 – Alguns prisioneiros comuns aparecem no telhado.
– O Comitê de Direção do Partido informa que a luta tem sido bem-sucedida tanto no Frontón quanto em Callao.
– Um grupo de empregados do Sindicato Sanguinetti pergunta pelo seu companheiro, que foi feito refém, e é-lhes explicado o motivo da luta.
8h30 – O café da manhã é servido em todos os destacamentos.
– No lado externo, a GR aumentou seus efetivos.
9h30 – Os prisioneiros comuns protestam pela visita, são mobilizados e se acalmam.
10h00 – O diretor Lazarte anda pelo lado externo observando as portas e paredes do Pavilhão.
– Aparece a Coordenadora dos Juízes de Execução Penal, Dra. Isabel Marín, que oferece fazer tudo ao seu alcance, mas não promete nada. Os combatentes exigem o cumprimento das atas e a formação da Comissão Unitária.
– Os empregados do Sindicato voltam a perguntar pelo refém, e os delegados informam que ele está bem.
– O Partido informa que as ações das LTC já têm repercussão internacional, o proletariado internacional e os povos oprimidos do mundo estão atentos ao Peru. A reação teme pelo seu Congresso Socialista; Alan García se reunirá com o Conselho de Ministros.
– Alguns reacionários tentam usar os prisioneiros comuns contra os combatentes da trincheira, mas são persuadidos e neutralizados.
13h00 – Um helicóptero do Exército aparece, voando baixo, observando todo o presídio, principalmente a trincheira; faz várias voltas.
13h30 – Grande parte dos prisioneiros comuns tomou os telhados, o jardim e o campo, e até chegam à trincheira, onde é entregue um conjunto de demandas. Todos os pavilhões apoiam a luta, são mais de 4.000 prisioneiros comuns.
– Ouve-se o som das agitações dos familiares na parte externa.
13h00 – O Governo, através do Ministro do Interior, divulga o Comunicado n.º 1 do Conselho de Ministros, onde afirma que às 6h00 os presídios foram tomados de forma coordenada. No Frontón, há 3 GR e 6 agentes penitenciários feridos, e 4 GR foram feitos reféns. Em Lurigancho, dois agentes penitenciários foram feitos reféns. Em Santa Bárbara, a alcaidessa e 2 agentes penitenciárias foram feitas reféns. O Governo afirma que manteve e manterá serenidade. Essa ação visa aproveitar o Congresso IS para desfavorecer a imagem do Peru. Os presídios não podem se tornar território estrangeiro à autoridade do Estado. Como complemento ao motim, hoje vários membros das instituições policiais foram assassinados, explosivos foram colocados em algumas igrejas e desordens nas ruas foram incentivadas, além de outras medidas de força, como a exigência de reivindicações salariais.
– O Partido avalia e planteia: 1) Estamos preparados, todo o contingente está coeso, reafirmamos o compromisso de uma resistência feroz e heroica, e não sairemos daqui senão mortos. Dispostos a aplastar o novo plano genocida; a moral da classe está em jogo, aceitamos o desafio porque ele é infinitamente superior, dispostos a pagar o mais alto custo aplicando o plano do Presidente Gonzalo que é triunfante. 2) No comunicado há contradições, pressões, ambivalências, sondagens, no entanto, eles podem enviar suas forças, deve-se ficar em alerta. 3) Pode ser que o comunicado tenha sido publicado para satisfazer as pressões de alguns setores. Mas, sejam quais forem as circunstâncias, mantemos nossa posição, será exemplo para os povos do mundo. Por outro lado, aparentemente, estão ocorrendo negociações, pois juízes e advogados chegaram a Callao.
– As agitações continuam se desenvolvendo a cada hora, contundentes, expressando ódio de classe, com otimismo histórico entoam canções revolucionárias.
14h00 – Os alimentos são distribuídos para cada destacamento.
– Observa-se mais GR com boinas azuis realizando reconhecimento da trincheira; o helicóptero do Exército retorna, desta vez por mais tempo, e observa lentamente a trincheira.
15h30 – O Partido planteia: Parece que a reação não se fará presente hoje; farão isso à noite, deve-se manter a vigilância. Grupos de vigilância são formados, e todos os aparatos são lembrados oralmente sobre os passos do plano operativo.
– A Comissão de Paz foi impedida de entrar na LTC de Lurigancho.
18h00 – É divulgado o Comunicado n.º 2 do Governo, que afirma que desde as primeiras horas da manhã estiveram presentes nos presídios os juízes de plantão, representantes da Procuradoria Geral da República, um membro da Comissão de Direitos Humanos do Senado e a Comissão de Paz. Os esforços da Comissão de Paz foram infrutíferos. Os efetivos das forças de segurança, sob a direção do Comando Conjunto, estão procedendo neste momento para restabelecer a autoridade nos presídios e transferir os presos para o presídio de Canto Grande.
19h30 – O Partido avalia: Continuemos aplicando o plano do Partido; ordena-se que todos os documentos sejam queimados. Sobre o comunicado, diz: A reação definiu a situação, há pouco o Governo entregou os presídios ao Comando Conjunto e os declara em estado de emergência; da reação, não esperamos nada, virão para cometer genocídio, podem fazer isso de forma simultânea ou em partes, estamos em alerta, podem aparecer a qualquer momento, os aguardamos.
20h30 – A Dra. Marín retorna com uma comissão de funcionários e afirma que, diante do comunicado do governo, devem desistir de sua posição, pois teme pelas vidas dos prisioneiros políticos. Diz que é a última vez que vem, pois já estão retirando-a do presídio.
– Reiteram-lhe: “O sangue que for derramado nos presídios cairá sobre a cabeça de Alan García”.
– As agitações se intensificam a cada 20 minutos, assim como as músicas. Todas as luzes permanecem apagadas. Cada destacamento permanece em seu respectivo posto.
21h30 – A comissão de funcionários se aproxima e informa que neste momento o diretor Lazarte e o Sindicato estão assinando uma ata na qual entregam o presídio ao Comando Conjunto e retiram toda autoridade do local. Chegou mais contingente da GR e unidades do Exército. São 300 efetivos (200 soldados e 100 GR).
– O Pavilhão foi isolado.
– O Partido informa: 1) “A oportunidade nos foi apresentada, mais uma vez mostraremos nossa moral infinitamente superior, é a moral do Partido aplicando uma feroz e heroica resistência em função da IV Campanha de Arrematar o Grande Salto com Selo de Ouro! Contra o vento e a maré, quaisquer que sejam as circunstâncias que se apresentem”. 2) “A reação chegou, o Exército e a GR estão do lado de fora, aparentemente esperando mais material para entrar, a qualquer momento irão atacar. Agitações”.
– O refém José Suares Olivera foi libertado em boas condições. O refém sai por disposição dos combatentes antes do início do ataque, mas a reação o confunde e quase atira.
22h15 – A comissão de funcionários retorna, dizendo que pediu permissão para se aproximar, que as vidas dos prisioneiros políticos e do refém estão em perigo. Nenhuma autoridade se apresentou, nem o diretor do presídio Lazarte.
23h30 – O despejo dos prisioneiros comuns do Pavilhão “A”, conhecido como “TBC”, ocorre em 20 minutos. Eles foram levados para o auditório, uma operação executada pelos funcionários penitenciários por ordem de seus superiores.
19/06
12h15 – Entrou uma brigada de bombeiros. Tanques e carros blindados do Exército prontos para intervir: 11 caminhões do Exército, 2 da polícia, 5 blindados armados com fuzis e metralhadoras, posicionados às portas do presídio.
– Relatório Informativo de Marcial Bellapatiños Callirgos, chefe da porta de Saldiport do Grupo 1 do presídio de Lurigancho. Relatório n.º 746-JS-GI-EPSP86, dirigido pelo Chefe da Porta do Presídio ao Chefe do Grupo T do Presídio. O relatório informa:
– Ingressaram 18 comandos do Exército Peruano portando 6 bazucas, 4 caixas de dinamite, fuzis-metralhadoras, bombas de gás lacrimogêneo, cabos elétricos e máscaras antigas. Às 6h00, entraram 3 caminhões do Exército com placas n.º 443-446-363. A GR se encontrava na qualidade de apoio.
12h30 – Entram em grupos e se preparam para atacar. Aguardam o toque de recolher. O Pavilhão foi cercado.
– Ocorre o 1º ataque.
12h50 – Tropas do Exército e da GR entram em ação.
– Iniciam disparos com morteiros, em intervalos de um minuto, lançam tiros que batem no teto e explodem.
– Não há feridos. Os destacamentos respondem com os meios disponíveis.
– Continuam disparos com rajadas de FAL e bazucas. Cessam os tiros e, por meio de megafone, aparentemente dizem “Saiam”. Respondem com agitações. Os disparos continuam. Explosões de TNT fazem voar o portão externo da trincheira, para permitir a entrada por ali. Rajadas pelas janelas visam impedir qualquer resposta. Granadas são lançadas pelas janelas. Nota-se um intervalo.
1h30 – Na LTC, o comando militar ordena erguer barricadas com camas, mesas, sacos de roupas e colchões; consegue-se puxar as camas até o terceiro quadrante.
– O ataque recomeça com disparos em rajadas e lançamentos de petardos.
– A barricada é avançada um quadrante, até a altura da porta da trincheira; ordena-se jogar querosene nos colchões da porta. Em meio a todo o movimento, as agitações continuam. Respondem com os meios disponíveis.
– Uma explosão provoca um incêndio na cozinha e abre-se um buraco na parede; petardos são lançados. O fogo atinge as latas de querosene na cozinha. Em meio ao tiroteio, os combatentes tomam o buraco e resistem à entrada por quase 1 hora. Nesse ponto, causaram alguns feridos com armas improvisadas como estilingues, bestas, flechas, pedras e granadas de lata com pedras.
2h00 – Até as 2h, ouviram-se 3 explosões. O General EP Rabanal solicita bombas de maior poder explosivo ao arsenal do Exército.
– Durante os quase 40 minutos de intervalo, os combatentes se reagruparam e lançaram palavras de ordem reiterando que preferiam morrer a se render.
2h40 – 2º ataque: lançam uma explosão violenta com raio de meio quilômetro. Pelo buraco, lançam bombas vomitivas e, pela porta da trincheira, disparam repetidas rajadas de FAL. Essa situação provoca um recuo. Não são trazidas mais camas para reforçar as barricadas. Os combatentes lutam intensamente, devolvendo bombas e disparando com estilingues e bestas artesanais. O inimigo, pelo buraco, lança cargas que chegam até metade do Pavilhão, cobertos por rajadas. Os combatentes se abrigam ao lado, nos postes e barricadas.
3h00 – Um total de 18 explosões é registrado, sem que os comandos, apesar do intenso ataque, conseguissem entrar no Pavilhão Industrial. Foram levados ao Hospital da Força Aérea Peruana (FAP) 13 soldados e policiais feridos.
– Nota-se uma diminuição da intensidade dos disparos, que passam a ser esporádicos.
– Na LTC, determina-se uma reconcentração. A reação atira para evitar que tomem as barricadas. Os comandantes verificam seus contingentes, chamando-se por números. Os grupos de ataque se posicionam à frente, o grosso está mais atrás, e outros destacamentos atuam na contenção e no apoio.
3h30 – 3º ataque: Começam com intenso fogo de fuzis, avançam alguns passos pelo buraco, e um grupo de combatentes é cercado. São os primeiros a serem retirados, sete são metralhados. É provável que tenha ocorrido algum ataque de desarme. Eles atacam novamente com disparos intensos de rajadas, avançando em posição de patinho. Seus tiros atingem a altura média, sendo contidos com estilingues, bestas e granadas caseiras. Os inimigos recuam e, pelo megafone, insistem: “Saiam com os braços na nuca”, demonstrando desespero. Outro grupo de aproximadamente 20 entra, disparando intensamente. Eles avançam mais, trazendo consigo três faróis. Começam a tomar posições nas barricadas e controlam o outro ângulo, com o incêndio favorecendo sua posição. Tentam apagar o fogo, mas não conseguem, pois o inimigo está muito perto. Os combatentes avançam para o quarto momento, criando pânico ao bater no chão, afiando facas, e vozes ordenam: “Já, ao assalto!” A luta corpo a corpo começa. O inimigo dispara seletivamente para matar os que estão dentro. A resistência heroica dos combatentes é impressionante, mas o inimigo avança, querendo mantê-los vivos para exterminá-los depois. Os combatentes tentam apagar o farol e lançam uma granada, mas não conseguem. Alguns inimigos se jogam no chão. Camaradas e combatentes heroicos continuam resistindo enquanto o inimigo descarrega sua fúria, massacrando-os. Eles são reduzidos e, de grupo em grupo, começam a sair. A direção sai no penúltimo grupo. Mais ou menos 112 saem pelo buraco, com alguns feridos.
– Lá fora, soldados e GR são designados para aniquilar um por um. Os combatentes são jogados no chão, de barriga para baixo, e seus fuzis são descarregados contra eles.
5h00 – Todos ficam imóveis. Começam a verificar se estão mortos, revistando-os. Há uma ordem de rematar e confirmar a morte de todos. Alguém pergunta: “Quem é Díaz Martínez?” Eles pegam três combatentes, não falam nada e disparam em suas bocas e cabeças. Nesse momento, um traidor chamado “Poma” se levanta e diz: “Eu o conheço”, e o aponta. Díaz Martínez estava vivo, mas ferido. Perguntam-lhe: “Onde está o camarada Gonzalo?”, ele não diz nada. Ouve-se então como se fossem quatro disparos, seguidos de mais três.
– Depois de verificar todos os mortos, a ordem é contá-los. Eles puxam os cadáveres e fazem uma pilha com 112 corpos do lado de fora. A este número somam-se os 42 mortos dentro antes. Eles tiram os sapatos, relógios e objetos de valor dos mortos. Alguns cadáveres são apunhalados.
5h30 – Alguém ordena: “Já acabou! Vamos formar!” Os soldados e GR se retiram.
– Camionetes do Exército chegam, com quatro soldados em cada uma, e começam a levar os corpos.
Luminosa Trincheira de Combate do Callao
18/06
6h00 – As combatentes tomam todo o local e 3 reféns, depois comunicam à Rádio Programas o objetivo da luta e as suas exigências. As reféns foram a chefe da prisão e duas funcionárias penitenciárias.
17h20 – A Comissão de Paz “dialogou” com as delegadas, entregaram um documento de reivindicações e exigiram a formação de uma Comissão Unitária.
18h20 – Chegou o Juiz de Plantão, Victor Chumbes, que assinou um documento de garantia para a vida das prisioneiras.
– Estava presente o General GRP Jorges Jares Gago, chefe da sub-região GR, que, juntamente com a GC, apoiou a operação que foi dirigida e executada pela Força Aérea Peruana (FAP).
18h30 – 200 efetivos da FAP, da GC e da GR desalojam a imprensa dos arredores do presídio e criam um perímetro de segurança de 100 metros ao redor. Simultaneamente, dentro do presídio, os “Llapan Atic”, sob o comando de um General da FAP, colocam fios de dinamite nos barrotes para explodir o local; desparafusam as grades.
– Pessoal da Marinha tomou posse da Praça Grau.
– No entanto, desde a manhã as combatentes entoavam canções revolucionárias e agitavam, além disso, exibiam uma bandeira vermelha com a foice e o martelo pela janela para a rua.
21h00 – Eles cortam as grades com serra elétrica, entram no pátio, dinamitam as portas e abrem um buraco no teto da cela 2 do segundo andar, engendrando uma resistência com os meios elementares que as combatentes possuíam.
22h40 – Abriram caminho sob intensos disparos de metralhadoras FAL, ferindo 5 combatentes e matando 2: a camarada Mabel Chávarry e a combatente Beatriz Sarmiento. Depois, avançaram para a cela 3, deram a ordem de disparar em rajada e uma bala feriu uma companheira; outro deu a ordem para não disparar nem matar. Assim, foram reduzidas, resgataram os reféns e empurraram as combatentes até o pátio com pontapés. As combatentes resistiram com heroicidade. Elas foram deitadas no chão, caminhara sobre elas, pisaram nelas, deram socos e esperaram o toque de recolher para conduzi-las ao presídio de Chorrillos.
19/06
00h00 – Antes de colocá-las no carro para o traslado a Chorrillos, fizeram-nas passar por um beco escuro com 100 GR sob o comando da Força Aérea Peruana (FAP).
– Já em Chorrillos, separaram 12 combatentes e continuaram batendo nelas até as 6h30. Durante esse tempo, as jogaram de barriga para baixo e saltavam e dançavam sobre seus corpos.
20/06
5h00 – Elas foram transferidas para Cachiche, um presídio masculino localizado em Ica, chegando às 11h00. Lá, novamente foram agredidas. Foram colocadas em 16 celas de castigo, com algumas tendo de 2 a 5 pessoas. A camarada Meche foi isolada por ordem do Comando Conjunto e rumores diziam que a Marinha a pedia para torturá-la e obter informações.
– As condições na prisão eram de segurança máxima, elas saíam apenas para ir ao banheiro e só recebiam visitas de seus advogados e da Cruz Vermelha.
13/07
– Foram transferidas novamente para Lima e presas em Canto Grande.

