
Dia 15 de Janeiro de 1919 se deu o assassinato brutal de Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo pelo governo dos social-democratas alemães. Liebknecht e Rosa foram dois proiminentes dirigentes comunistas revolucionários alemães que entregaram sua vida à causa do proletariado internacional (para mais detalhes, ver artigo do Núcleo de Estudos do Marxismo-Leninismo-Maoismo sobre a Revolução na Alemanha). O dia 5 de Março é a passagem do natalício da camarada Rosa Luxemburgo e esta se faz particularmente importante relembrar, em função de anos de polêmicas que esta sustentou com o grande Lenin em que cometeu muitos erros e, tendo retificado-os, hoje revisionistas e oportunistas de muitas colorações querem reabilitá-los. A camarada Rosa selou seu destino de classe com a mais alta cota de sacríficio, a cota de sangue. Em função disso relembramos as menções honrosas de Lenin a seu respeito.
Em um protesto contra o assassinato de Rosa e Karl, Lenin deu o seguinte discurso:
“Hoje a burguesia e os social-democratas estão jubilosos em Berlim – eles obtiveram sucesso em assassinar Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo. Elbert e Scheidemann que por quatro anos levaram os operários ao abate pelo bem da depredação, agora assumiram o papel de carrascos dos dirigentes proletários. O exemplo da revolução alemã prova que a democracia é apenas uma camuflagem para a pilhagem burguesa e para a mais violenta selvageria. Morte aos carrascos!”
(LENIN, Obras Escolhidas, 4a Ed. Inglesa, Progress Publishers, Moscou, 1972 Vol 28, p. 411)
Sobre Paul Levi querer republicar os escritos de Rosa Luxemburgo em que reafirmava seus erros:
“… Paul Levi quer agora cair nas graças da burguesia – e, conseqüentemente, de seus agentes, a II Internacional e II ½ Internacional – através da republicação precisamente daqueles escritos de Rosa Luxemburgo em que ela se encontrava equivocada.
Devemos responder a isso, citando duas linhas de uma boa velha fábula russa:“As águias podem, às vezes, voar mais baixo do que as galinhas, porém as galinhas não podem jamais subir às alturas das águias.”
Rosa Luxemburgo equivocou-se na questão da independência da Polônia.
Equivocou-se, em 1903, em sua apreciação do menchevismo.
Equivocou-se na teoria da acumulação do capital.
Equivocou-se quando, em julho de 1914, juntamente com Plekhanov, Vandervelde, Kautsky e outros, defendeu a unificação dos bolcheviques com os mencheviques.
Equivocou-se em suas anotações redigidas no cárcere de 1918 (nesse sentido, corrigiu a maioria de seus erros, depois de abandonar o cárcere, no fim de 1918 e no início de 1919).
Porém, apesar de todos os seus erros, Rosa foi e permanece sendo uma águia. E não apenas os comunistas de todo o mundo irão velar pela sua memória, senão ainda sua biografia e suas obras completas (a publicação das quais está sendo incomensuravelmente retardada pelos comunistas alemães que podem apenas ser em parte desculpados por conta das tremendas perdas que estão sofrendo em sua severa luta) servirão como úteis manuais para o treinamento de muitas gerações de comunistas em todo o mundo.«Desde 4 de agosto de 1914, a Social-Democracia Alemã tornou-se um cadáver fedorento »
Essa declaração de Rosa Luxemburgo há de tornar famoso o seu nome na história do movimento da classe operária internacional.
E, naturalmente, no pátio traseiro do movimento da classe operária, entre os montes de esterco, galinhas como Paul Levi, Scheidemann, Kautsky e toda aquela sua fraternidade, vão cacarejar sobre os erros cometidos pela grande comunista. A cada pessoa deve-se dar o que lhe pertence.”
(LENIN, Obras Escolhidas, 2a Ed. Inglesa, Progress Publishers, Moscou, 1965, Vol. 33, pp. 204–2011);
E, ainda, na abertura do I Congresso da Internacional Comunista:
“Em nome do Comitê Central do Partido Comunista da Rússia, declaro aberto o I Congresso da Internacional Comunista.
Em primeiro lugar, peço a todos os presentes que se levantem de suas cadeiras em memória dos melhores representantes da III Internacional: Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo.”
Discurso de Abertura do I Congresso da III Internacional, V. I. Lênin, 2 de Março de 1919.
